Produtos brasileiros vendidos à Noruega passam a pagar menos imposto de importação a partir deste domingo (1º). O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a valer entre os dois países, segundo o Valor Econômico.
A EFTA reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Com a Islândia, as preferências comerciais já são aplicadas desde 1º de outubro. No caso de Suíça e Liechtenstein, o acordo depende da conclusão dos procedimentos internos de cada país, e o jornal não informa prazo.
O que fica mais barato para exportar à Noruega
Na indústria, a tarifa norueguesa recai principalmente sobre roupas e têxteis confeccionados. Nesse segmento, 249 linhas tarifárias, que hoje pagam entre 5,6% e 10,7%, ficam com tarifa zero para o Mercosul já na entrada em vigor.
Leia também: Chilli Beans quer renegociar R$ 340 milhões em dívidas com bancos · Receita paga R$ 531,6 milhões a 184 mil contribuintes da malha fina na sexta (30)
O peso dessas vendas ainda é pequeno. Em 2025, o Brasil vendeu US$ 219,9 milhões em produtos desse tipo ao mundo, mas só US$ 0,3 milhão foi para os países da EFTA.
Na área de alimentos, a Noruega elimina a tarifa de 21% sobre fermento de panificação e leveduras inativas, além dos direitos cobrados sobre leveduras para ração de peixes. Também ficam sem tarifa cerveja, chocolates, pães, biscoitos doces, óleos vegetais refinados e parte dos sorvetes.
Quanto das vendas ao bloco fica livre de tarifas
Somando agricultura e indústria, quase 99% do valor exportado pelo Brasil à EFTA terá acesso em livre comércio. Na Noruega sozinha, a fatia chega a 99,8%. A cobertura vale conforme as condições definidas para cada produto.
O que mais prevê o acordo
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), o texto prevê a eliminação de tarifas de importação de produtos industriais e pesqueiros, com aplicação imediata em todos os países da EFTA. O Valor informa que os cronogramas de redução das tarifas brasileiras chegam a 15 anos.
O pacto também traz medidas para reduzir custos e simplificar exigências técnicas. Para eletroeletrônicos, um anexo específico busca evitar que os procedimentos de avaliação da conformidade sejam repetidos em cada mercado.
O acordo foi assinado em 16 de setembro de 2025. Os países da EFTA somam cerca de 15 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 1,4 trilhão.
O próximo passo é a conclusão dos trâmites internos na Suíça e em Liechtenstein, ainda sem data informada.



