Três ministros e o presidente do BNDES se afastaram temporariamente dos cargos para reforçar a campanha do presidente Lula na reta final do primeiro turno, segundo o R7 e a CNN Brasil. Após o resultado de domingo (4), Lula (PT) enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, marcado para 25 de outubro, informou o Poder360.
Não há, até agora, informação publicada sobre se os mesmos auxiliares voltarão a se afastar para a segunda fase da disputa.
Quem se afastou do cargo
- José Guimarães, ministro das Relações Institucionais: licenciado de quarta-feira (30) a sexta-feira (2). Segundo o R7, já havia participado da agenda de Lula no Ceará e também atuava na disputa estadual, em que o governador Elmano de Freitas (PT) concorria à reeleição contra Ciro Gomes (PSDB). O secretário-executivo Marcelo Costa, diplomata de carreira, assumiu a pasta.
- Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência: se licenciou para se dedicar à campanha, principalmente em São Paulo, com carreatas e caravanas, sobretudo na periferia da capital, de acordo com R7 e CNN Brasil. O secretário-executivo Josué Rocha ficou à frente da pasta.
- Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia: de férias desde 24 de setembro até sexta-feira (2), segundo o R7.
- Aloizio Mercadante, presidente do BNDES: tirou dez dias de férias a partir de segunda-feira (28 de setembro).
Qual era o papel de cada um
Mercadante deve reforçar a formulação política e econômica e a preparação de propostas e discursos de Lula, segundo o R7. A CNN Brasil informa que ele já atuava na campanha como consultor político e econômico do presidente.

Guimarães concentrou o esforço na reeleição de Elmano. “Eleger o Elmano no 1º turno é aumentar a diferença do Lula no 1º turno”, disse à coluna do SBT News.
Segundo o R7, os afastamentos colocam em prática uma estratégia discutida pelo primeiro escalão do governo. Guimarães e Boulos aparecem como licenciados; Silveira e Mercadante, como em férias.

Por que a margem no 1º turno importa
De acordo com o SBT News, a equipe petista queria que Lula saísse do primeiro turno com vantagem de pelo menos cinco pontos sobre Flávio Bolsonaro, o mesmo patamar de 2022. Naquele ano, Lula liderou a primeira etapa por cinco pontos sobre Jair Bolsonaro (PL), mas a diferença caiu para menos de dois pontos no segundo turno.
O SBT News também relata preocupação com o chamado “antipetismo de chegada”, expressão usada por especialistas para o aumento de votos no candidato da direita nas últimas horas antes da eleição, movimento que as pesquisas não captam.
Próximos passos
Mais de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar neste domingo, segundo o Poder360. Além do presidente, foram escolhidos governadores, senadores e deputados. O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.



