A CBF não vai divulgar os áudios da análise do VAR nem os diálogos da equipe de arbitragem do jogo em que o Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0, no domingo (1º). O lance mais discutido da partida, o toque de mão do zagueiro Barboza dentro da própria área, está entre os que ficam fora do alcance do público.
Segundo o ge, o que a entidade tem a dizer sobre o trabalho do árbitro Anderson Daronco e de sua equipe será levado apenas aos dois clubes, na reunião semanal que a CBF realiza.
O que aconteceu no lance de Barboza?
Aos 4 minutos do segundo tempo, Lescano tentou passar por Barboza dentro da área, e a bola bateu no braço do defensor. Daronco mandou o jogo seguir, e o VAR, que tinha Rodrigo Dalonso como árbitro de vídeo, segundo o Estadão, não recomendou a revisão.
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Os jogadores do Vasco reclamaram de pênalti em campo. Ao fim da partida, Pedrinho foi falar com Daronco no túnel que dá acesso aos vestiários do Nubank Parque e chegou a reproduzir o movimento do zagueiro, informou o ge.
Na súmula, Daronco justificou o segundo amarelo dado a Saldivia, expulso no primeiro tempo, por “segurar adversário impedindo ataque promissor”. O documento cita ainda uma reclamação do diretor de futebol vascaíno junto ao quarto árbitro. Não há registro sobre o lance de Barboza.
Quem acha que foi pênalti?
PC Oliveira, comentarista de arbitragem do Grupo Globo, avalia que Daronco errou e deveria ter marcado pênalti.
Paulo Caravina, analista de arbitragem e criador do perfil @soudoapito, tem visão oposta, em análise publicada pelo Estadão. Para ele, Barboza disputava a bola com o braço abaixo da linha do ombro, e a bola mudou de direção de forma inesperada. “Concordo com a decisão da arbitragem em não marcar a penalidade”, afirmou. Caravina também não viu falta de Saldivia no lance da expulsão.
Em coluna de opinião no Correio Braziliense, Marcos Paulo Lima defendeu que o lance foi pênalti.
O que dizem Vasco e Abel Ferreira?
O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, classificou a atuação de Daronco como “vergonhosa”. Ele questionou a ausência de intervenção do VAR no lance de Barboza e na expulsão de Saldivia, e reclamou de não ter sido marcado cartão amarelo para Murilo, do Palmeiras, em falta sobre Colidio no primeiro minuto. Pediu ainda atenção da CBF à escolha da arbitragem para a volta.
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, não quis comentar o lance. “Não tenho o que falar sobre isso, entendo a pergunta”, disse na entrevista coletiva. Ele também afirmou: “Só me prejudiquei a defender o Palmeiras”, e encerrou: “Não vou falar mais dos árbitros”.
O meio-campista Lucas Evangelista gesticulou para o árbitro durante o lance. Depois, em comentário numa publicação de um perfil no Instagram, explicou que achou que a bola tinha batido na mão de um adversário. “Eu juro que vi a bola batendo na mão do jogador deles rapaziada, foi mal”, escreveu.
Quando sai a resposta da CBF?
Desde julho, a comissão de arbitragem da CBF tem até 10 dias para responder às reclamações dos clubes e usa uma “triagem classificatória” para definir a urgência de cada caso. Na ocasião, a entidade disse que os pedidos seriam analisados “em plenitude”.
O Palmeiras joga pelo empate na volta, no domingo (8), às 17h (de Brasília), em São Januário. A ida terminou com gol de Maurício.



