Integrantes da campanha de Lula (PT) avaliam que a medida provisória (MP) das bets, anunciada a poucos dias das eleições, pode ter sido um tiro no pé. A avaliação foi feita em reunião de Lula com apoiadores em Brasília nesta segunda-feira (5), segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
As bets são as casas de apostas. De acordo com a coluna, Lula decidiu proibi-las depois que levantamentos indicaram que a maioria da população defendia acabar com as apostas, diante do alto endividamento.
Há pesquisa sobre o impacto da MP no eleitor?
Ainda não. O governo não encomendou um levantamento para medir como a medida repercutiu entre os eleitores.
Leia também: Flávio Bolsonaro avança em distritos de transição de SP; Lula mantém a periferia · Flávio Bolsonaro e Lula vão ao 2º turno; Flávio tem 47,03% e Lula, 45,16%, com 100% apurado

Mesmo sem dados, a percepção na campanha é que a atuação de influenciadores a favor das casas de apostas pesou bastante na queda do apoio à MP.
O que foi definido na reunião
A palavra de ordem foi mobilizar apoiadores nos estados, inclusive naqueles em que não haverá mais segundo turno. Vários governadores do Nordeste que estavam presentes se comprometeram a ampliar a votação de Lula em seus estados.

No Piauí, a meta é repetir o desempenho de 2022, quando o petista teve 76% dos votos no estado. Neste ano, ele alcançou 70% no estado.
Qual é a estratégia para o segundo turno
A campanha petista avalia que Lula ainda tem espaço para crescer, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) já chegou ao teto de votos.
Por isso, além da mobilização nos estados, a reunião definiu como parte da estratégia desconstruir o adversário, para desgastá-lo nas próximas semanas.



