O gov.br, o site da Receita Federal e o e-CAC, plataforma de serviços digitais do órgão, ficaram instáveis na segunda-feira (28 de setembro). No pico, por volta das 14h, o Downdetector, site que monitora falhas em serviços online, somava mais de 700 reclamações sobre o gov.br, segundo o g1. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou depois que o acesso foi normalizado no mesmo dia.
Quantas reclamações foram registradas
Os números variam conforme a fonte. O g1 citou mais de 700 queixas sobre o gov.br por volta das 14h. A Veja, também com base no Downdetector, informou 682 ocorrências no pico, no mesmo horário.
Segundo a Veja, os problemas começaram a partir do meio-dia, e a média normal do serviço fica abaixo de dez ocorrências por dia. Já a Receita Federal e o e-CAC somavam mais de 100 reclamações, de acordo com o g1.
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O que os usuários relataram
Ainda conforme o levantamento citado pela Veja, 47% das queixas diziam respeito ao login. Outros 29% falavam de problemas de acesso pelo aplicativo no celular, e 21%, pelo site.
Os usuários relataram falhas ao consultar dados do INSS e da Receita, ao emitir guias para pagamento de impostos, ao abrir a CNH digital e ao gerar o código de verificação que comprova que o usuário é humano (captcha).
Qual foi a causa da falha
A Receita Federal afirmou, em nota enviada às 16h45, que a instabilidade veio de uma falha no backbone, a rede principal de internet de uma operadora.

Na segunda, o MGI disse ao g1 que o gov.br passava por períodos de instabilidade e que equipes técnicas trabalhavam para normalizar o serviço.
Houve novos problemas depois
Sim, em escala menor. Na terça-feira (29), o Downdetector registrou queixas sobre o gov.br a partir das 10h, segundo o Jornal Midiamax. O pico foi de 56 registros, por volta das 14h. Às 16h37, restavam quatro.
Usuários ouvidos pelo Midiamax relataram dificuldade principalmente com o serviço de assinatura digital. Ao jornal, o MGI informou que a plataforma teve instabilidade no início da tarde de segunda e que o acesso foi normalizado no mesmo dia. A resposta do ministério, como reproduzida pelo jornal, não menciona os relatos de terça.
Qual era o prazo do Simples Nacional
A instabilidade ocorreu a dois dias do prazo de 30 de setembro, data-limite para as empresas do Simples Nacional definirem a forma de recolher os novos tributos da reforma tributária: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Quem não fizesse a escolha ficaria no modelo padrão, com IBS e CBS cobrados dentro do Documento de Arrecadação do Simples (DAS).
De acordo com o g1, não há resposta única. Para quem atende sobretudo o consumidor final, como padarias, salões de beleza e restaurantes, a tendência é que manter os tributos no DAS compense mais, porque pessoas físicas não usam créditos tributários. Para pequenas indústrias, que compram muitos insumos e vendem a outras empresas, o resultado pode ser diferente.



