Uma cratera se abriu no sábado (3/10) em um trecho da avenida principal do Guará Park, no Distrito Federal, depois de uma forte chuva. Um carro e um caminhão ficaram atolados no local, tomado por água e lama. A via está interditada para a reconstrução do asfalto, segundo o Metrópoles.
O trecho faz parte de uma obra de pavimentação para duplicar a avenida. A interdição tem provocado trânsito na região nos horários de pico.
O que causou a cratera
O engenheiro César Lima, responsável pela obra, disse que o problema ocorreu em um ponto da avenida onde está prevista a instalação de uma boca de lobo, a entrada do sistema de drenagem das águas da chuva. Segundo ele, foram medidos cerca de 60 milímetros de chuva no sábado, o que teria provocado o acúmulo de água no trecho.
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De acordo com o engenheiro, a estrutura ainda não estava concluída. O volume de água causou um recalque, ou seja, o afundamento do solo, perto da tubulação que leva a água a uma bacia de retenção mais abaixo, no próprio Guará Park.
Quando o trecho fica pronto
César Lima afirmou que a equipe já trabalha na recuperação e estima que a pavimentação seja refeita em cerca de 15 dias. Na terça-feira (6/10), máquinas já operavam na área.
Em nota, a Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal (SODF) e a Administração Regional do Guará informaram que as obras seguem em andamento e que a pavimentação do trecho em aberto será concluída ainda neste mês. O trabalho inclui terminar a bacia de detenção e a rede de drenagem pluvial nos condomínios ao longo da via.
Os órgãos afirmaram também que a drenagem pluvial já foi executada até a Rua da Prefeitura, faltando abrir as bocas de lobo, e que a pavimentação definitiva está em andamento. Segundo a nota, “a chuva compromete a execução dos serviços que são da terraplenagem e de capa asfáltica”.
O que dizem moradores e comerciantes
O aposentado Luiz Henrique de Oliveira, 62 anos, afirma que a obra se arrasta há 3 anos e que a situação piorou com a chuva do fim de semana. “Com a chuva muito forte, abriu uma cratera na pista, e um caminhão e um carro caíram no buraco”, contou ao Metrópoles. Ele também reclama da situação de quem precisa circular a pé: “Aqui é uma dificuldade para gente transitar a pé”.
Liberato do Santos Lima, 52 anos, dono de uma loja de conserto de eletrodomésticos, diz que a falta de acesso afastou os clientes. “Os clientes não têm nem vindo até a loja por falta de acesso. Meus trabalhos caíram muito por conta disso”, afirmou. Ele disse ainda que vai entregar o ponto, porque “não tem condição da gente estar aqui só sofrendo”.
Liberato relata que o local alterna entre poeira, lama e água acumulada. “Os carros passam em cima de calçada, a moto passa em cima de calçada, e pedestre não tem onde andar”, disse.
Pelas estimativas do engenheiro e do governo local, a pavimentação do trecho deve ser refeita nas próximas semanas, ainda em outubro.

