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Brasil e política

Senadores planejam emendas para limitar poderes do STF e fixar mandato de 12 anos

Segundo a Gazeta do Povo, grupo de cerca de 45 senadores quer apresentar emendas à Constituição a partir de 2027 para fixar mandatos, elevar a idade mínima e barrar decisões individuais.

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Resumo rápido

  • Senadores eleitos e reeleitos querem propor emendas sobre o STF a partir de 2027, segundo a Gazeta do Povo
  • Em debate: mandato de 12 anos, idade mínima possivelmente de 55 anos e fim de decisões individuais em casos urgentes
  • Também há proposta de dividir indicações entre órgãos e criar Código de Ética com transparência sobre viagens e eventos

Um grupo de senadores eleitos e reeleitos pretende apresentar, a partir de 2027, emendas à Constituição para reformar o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a Gazeta do Povo. Entre as ideias está a troca da permanência até a aposentadoria compulsória por mandatos fixos de 12 anos.

De acordo com o jornal, a bancada deve reunir cerca de 45 parlamentares. A reportagem não informa que já exista um texto protocolado.

O que os senadores querem mudar no STF

O jornal descreve três eixos:

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  • Mandato: hoje o ministro pode ser indicado a partir dos 35 anos e ficar até os 75, quando se aposenta por obrigação. A proposta é limitar a permanência a 12 anos.
  • Idade mínima: a exigência subiria, possivelmente, para 55 anos.
  • Decisões individuais: um ministro sozinho não poderia mais suspender leis ou atos dos outros Poderes em decisões urgentes sem que os 11 integrantes da Corte examinassem o caso de imediato.

Por que aumentar a idade mínima?

Segundo a reportagem, a mudança é vista como forma de limitar o tempo de permanência na Corte. Parlamentares argumentam que mandatos muito longos podem levar a abusos de autoridade e ao engessamento da Justiça.

A reportagem também registra a expectativa de que, com a idade de ingresso mais alta, o indicado já tenha trajetória profissional consolidada e independência comprovada.

Quem escolheria os ministros?

Hoje, a indicação cabe ao presidente da República. Segundo a Gazeta do Povo, especialistas defendem que esse modelo concentra poder demais nas mãos do chefe do Executivo.

Edifício do Congresso Nacional, em Brasília
Edifício do Congresso Nacional, em Brasília (imagem ilustrativa) Foto: Gribiche (Rob Sinclair), via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Há duas sugestões em discussão. Na primeira, as cadeiras seriam divididas: parte indicada pelo Executivo, parte pela Câmara dos Deputados, parte pelo Senado e parte pelo próprio STF. Na segunda, os nomes sairiam de listas de candidatos com qualificação técnica, feitas com participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de universidades. O objetivo, conforme o jornal, é priorizar experiência e produção jurídica e diminuir os vínculos políticos.

O que muda com o Código de Ética?

O grupo também quer um Código de Ética para os ministros. Eles teriam de informar publicamente quem financiou viagens e eventos de que participaram, quem esteve presente e quais pessoas foram recebidas nos gabinetes.

Os ministros não seriam proibidos de ir a esses eventos. Teriam apenas de tornar públicos quem pagou as despesas e quem participou. Segundo especialistas citados pelo jornal, a sociedade deve poder saber se há conflito de interesses em julgamentos relevantes.

O que ainda não se sabe

A reportagem não traz posicionamento do STF nem do governo federal. Também não detalha o texto final das emendas, o número de assinaturas necessárias nem um calendário de votação.

A única data citada é 2027, ano em que os senadores planejam começar a avançar com as propostas.

Fontes consultadas

Gazeta do Povo — Senado articula projeto de reforma profunda para limitar poderes do STF

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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