O barril do petróleo Brent, referência internacional de preço, atingiu US$ 110 nesta sexta-feira (16). Segundo o Metrópoles, é a primeira vez desde maio que a cotação chega a esse valor. Na semana, a alta acumulada foi de 4,9%.
De acordo com a reportagem, o movimento reflete a preocupação de investidores com possíveis interrupções na produção e no transporte de petróleo. A pressão vem de duas frentes: o aumento das tensões no Oriente Médio e os ataques a instalações de energia na Rússia.

O que pesou no preço do petróleo?
No Oriente Médio, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil disparado contra uma cidade considerada estratégica pelo país. Segundo o Metrópoles, os sauditas vêm sendo atacados desde a semana passada.
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Outro fator é a intensificação dos ataques na região do Estreito de Ormuz, onde o transporte marítimo enfrenta restrições por causa do conflito entre Irã e Estados Unidos. O governo iraniano afirma que ampliou os ataques como resposta ao bloqueio americano aos portos do país e ao endurecimento das sanções econômicas.

O que aconteceu na Rússia?
Uma das principais refinarias russas suspendeu a operação de uma de suas principais unidades de processamento depois de um ataque com drones na quinta-feira (15). A paralisação aumentou as dúvidas sobre a capacidade da Rússia de seguir fornecendo derivados de petróleo ao mercado internacional, em especial o diesel.
E os combustíveis no Brasil?
A reportagem que embasa este texto não detalha o efeito da alta do Brent sobre a gasolina e o diesel vendidos no país, e não há confirmação de reajuste. O diesel está entre os derivados cuja oferta global ficou incerta após a parada na refinaria russa.



