Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Eleições 2026

Abstenção chega a 21,08% no 1º turno, a maior desde 1998

Com 99,9% das urnas apuradas, 33,4 milhões de eleitores não compareceram. Só em 1998 o índice foi maior: 21,49%.

Resumo rápido

  • Abstenção foi de 21,08% no 1º turno, com 33,4 milhões de ausentes, segundo a Justiça Eleitoral
  • Só em 1998 o índice foi maior: 21,49%. Em dados parciais, ausências, brancos e nulos somavam 24,63% do eleitorado
  • Mato Grosso do Sul (23,87%), Rio de Janeiro (23,32%) e Minas Gerais (22,79%) tiveram as maiores abstenções

A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 21,08%, o maior índice desde 1998. Segundo a Justiça Eleitoral, com 99,9% das urnas apuradas, 33,4 milhões de eleitores não compareceram neste domingo (4).

Em 1998, a abstenção foi de 21,49%, um pouco acima da atual. Desde 2006, quando ficou em 16,75%, o índice subiu a cada eleição: 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022, conforme levantamento do G1.

O número de 2022 varia conforme a fonte: a Folha de S.Paulo cita 20,79% e o Valor Econômico, 20,89%. A Folha também classifica o índice atual como o maior já visto em um primeiro turno, o que não bate com o dado de 1998 citado pelo G1 e pelo Valor.

Leia também: Abstenção em 2026 atinge 21,07%, a maior já registrada em primeiro turno

Quantos não escolheram candidato à Presidência?

Os votos em branco e nulos na disputa presidencial somaram 4,77%: 2,93% de nulos e 1,84% de brancos. Em 2022, os votos inválidos foram 4,25%, segundo a Folha.

O G1 calculou, com dados do TSE até as 21h20 (99,18% das seções apuradas), que abstenções, brancos e nulos somavam 39,1 milhões, ou 24,63% dos 158,7 milhões de eleitores aptos. Era um número parcial, que pode mudar com o fim da apuração.

Onde a abstenção foi maior?

Os estados com as maiores taxas foram:

  • Mato Grosso do Sul: 23,87%
  • Rio de Janeiro: 23,32%
  • Minas Gerais: 22,79%
  • São Paulo: 22,54%

As menores ficaram no Ceará (15,52%), em Roraima (17,12%), no Piauí (17,16%) e em Sergipe (17,30%).

Quem mais falta às urnas?

Os dados detalhados do perfil dos ausentes em 2026 ainda não foram divulgados. Em 2022, a abstenção foi maior entre homens (21,86%) do que entre mulheres (19,8%), segundo levantamento do Congresso em Foco com dados da Justiça Eleitoral.

A escolaridade pesa mais. Entre analfabetos, a abstenção foi de 52,08% em 2022, ante 11,85% entre quem tem ensino superior completo, segundo o mesmo levantamento. A Folha cita 12,4% para este último grupo.

O voto é facultativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70. Entre os maiores de 70, a abstenção caiu de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022.

Por que a abstenção cresce?

Cientistas políticos ouvidos pela Folha dizem que não há pesquisa que explique o fenômeno e apontam hipóteses: a ressaca das duas últimas disputas presidenciais, a dificuldade de acesso aos locais de votação na região amazônica e em cidades pequenas, e o cadastro de eleitores desatualizado.

Esta foi a primeira eleição em décadas sem debate entre os principais candidatos. Segundo a Folha, a campanha teve o menor engajamento desde a redemocratização, e o interesse medido nas pesquisas é baixo.

Quais são as consequências de não votar?

O voto é obrigatório entre 18 e 70 anos, exceto para analfabetos. O eleitor pode justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, sem necessidade de comprovante. Quem não justifica no prazo paga multa de R$ 3,51 por turno.

O título é cancelado após três ausências. Em 2025, 5 milhões de pessoas tiveram o documento cancelado por esse motivo.

O que diz o TSE?

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou em entrevista coletiva que o número está “dentro do esperado”, embora não seja o “ideal”. Ele disse que, entre quem não é obrigado a votar, a ausência é alta: chega a 50% entre idosos e a 20% entre jovens de 16 e 17 anos.

Nunes Marques citou o programa “Seu Voto Importa”, que organiza o transporte de pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência. “A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos para que possamos diminuir esse percentual para o segundo turno”, disse.

Fontes consultadas

Congresso em Foco — Abstenção volta ao nível de 1998, mas perfil de quem não vota muda Folha de S.Paulo — Abstenção bate recorde e vai a 21%, com mais de 33 milhões de ausentes G1 — Pessoas que não foram votar ou votaram em branco ou nulo somam 24,63% do eleitorado na disputa presidencial Valor Econômico — Abstenção chega a 21% pela primeira vez desde 1998 e Nunes Marques diz que dado não é o 'ideal'

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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