Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Eleições 2026

Justiça manda Polícia Civil ouvir de novo Zema e mesários por celular na cabine em Araxá

Decisão da Justiça Eleitoral prevê novo depoimento do ex-governador, flagrado com dois celulares ao votar no 1º turno, e dos mesários da seção. Zema diz que não foi advertido.

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Resumo rápido

  • A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Civil ouça novamente Romeu Zema (Novo) e os mesários de Araxá (MG), segundo o g1.
  • Zema foi flagrado com dois celulares na cabine em 4 de outubro e diz que os mesários não o advertiram.
  • O Ministério Público Eleitoral ajuizou ação contra ele; a lei veda levar à cabine aparelhos que registrem imagem, áudio ou vídeo.

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Civil ouça de novo o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e os mesários da seção onde ele votou, em Araxá (MG). A apuração quer esclarecer o que aconteceu dentro da cabine no primeiro turno, em 4 de outubro, quando Zema foi flagrado com dois celulares. A informação é do g1.

A seção fica na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba. Segundo a decisão, Zema, então candidato à Presidência, e os mesários precisam explicar o que ocorreu no local e se a equipe orientou o eleitor sobre a proibição dos aparelhos.

O que diz a lei sobre celular na cabine

A legislação eleitoral proíbe o eleitor de entrar na cabine com equipamento capaz de registrar imagem, áudio ou vídeo. Celulares e outros dispositivos devem ficar com os mesários enquanto o voto é digitado na urna eletrônica. O objetivo é proteger o sigilo do voto, garantido pela Constituição Federal.

Urna eletrônica brasileira, usada nas eleições do país
Urna eletrônica brasileira, usada nas eleições do país (imagem ilustrativa) Foto: Vinicius Depizzol, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Quem descumpre a regra pode responder por crime eleitoral ligado à violação do sigilo do voto, mas isso depende das circunstâncias que as autoridades apurarem, segundo o g1.

O que diz Zema

Depois de votar, Zema afirmou que nenhum mesário o alertou para deixar o celular fora da cabine. Segundo ele, entrou no espaço de votação sem receber orientação para entregar os aparelhos.

Urna eletrônica brasileira UE2020
Urna eletrônica brasileira UE2020 (imagem ilustrativa) Foto: TSE – Tribunal Superior Eleitoral, via Wikimedia Commons (CC0)

Nas redes sociais, o ex-governador criticou a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE). Escreveu que o TSE criou uma ferramenta chamada “Colinha Virtual”, que ele usa, e que mesmo assim o MPE “ajuíza uma ação CRIMINAL” contra ele “porque usei o celular”.

O que fez o Ministério Público Eleitoral

O caso ganhou repercussão depois que imagens mostraram Zema com os dois aparelhos durante a votação. O MPE apresentou ação à Justiça Eleitoral contra o então candidato, e a Justiça Eleitoral abriu apurações sobre o episódio.

O g1 não informa quando a Polícia Civil marcará os novos depoimentos nem qual é o prazo para concluir a apuração.

Fontes consultadas

g1 — Justiça Eleitoral determina que Zema e mesários prestem esclarecimentos sobre uso de celular em cabine de votação no 1º turno em MG

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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