O PSD não adotará posição nacional no segundo turno da eleição presidencial. Gilberto Kassab, presidente do partido, anunciou neste domingo (4) que diretórios estaduais, parlamentares e filiados ficam livres para escolher entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A votação será em 25 de outubro.
Segundo a CartaCapital, com 99,89% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,05% dos votos e Lula, 45,13%.
Por que o PSD fica neutro
Em nota, Kassab disse que a direção nacional considera natural manter a diretriz do primeiro turno. Na ocasião, as instâncias estaduais do partido tiveram liberdade para construir suas alianças, “diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados”. A liberdade vale também para disputas estaduais de segundo turno, onde houver, informou a Veja.
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De acordo com a CartaCapital, essa estratégia resultou em um “mosaico de alianças”. A revista avalia que o arranjo deu força a candidatos de campos políticos diferentes e reduziu a chance de Caiado usar o peso do PSD em alguns estados na disputa nacional.
Quem era Caiado e quanto ele recebeu
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi o candidato do PSD à Presidência e ficou em quinto lugar, com 2,19% dos votos válidos. Kassab era o vice na chapa. Foi a primeira vez que o partido disputou a Presidência desde a fundação, em 2011.

Kassab lamentou o resultado. “Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade”, afirmou. Ele definiu a campanha como “propositiva” e disse que ela não apelou aos extremismos que, nas palavras dele, “se repetiram neste ano e capturaram os votos da maioria dos brasileiros”.
O tamanho do PSD após o primeiro turno
Segundo Kassab, o partido encerrou a votação com:
- 44 deputados federais;
- 2 novos senadores;
- 103 deputados estaduais;
- 4 governadores eleitos.
Kassab afirmou que o PSD saiu fortalecido das urnas. Ele também cumprimentou o governador Tarcísio de Freitas, reeleito em São Paulo com mais de 62% dos votos.
O que o PSD espera do próximo governo
Kassab disse que o partido vai atuar politicamente para que o próximo governo, seja qual for o vencedor, não seja marcado por “mais quatro anos de brigas pouco produtivas”. Ele citou a gestão de Caiado em Goiás e a experiência do ex-governador na vida pública como credenciais da candidatura.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro será em 25 de outubro.



