Lucas da Cunha, meia do Como, de 25 anos, estreou como titular pela seleção francesa na segunda-feira (28), na vitória por 1 a 0 sobre a Bélgica, pela Liga das Nações. O técnico Zinédine Zidane elogiou a atuação do jogador após a partida.
Como foi o jogo contra a Bélgica
Escalado como primeiro volante, Da Cunha saiu nos acréscimos do segundo tempo. Segundo a Trivela, só Maxence Lacroix teve mais ações com bola (97) e mais passes certos (89) que ele. Entre os jogadores de linha, o meia foi quem mais tentou lançamentos (8) e quem mais acertou (6).
Ainda de acordo com a Trivela, ele acionou os pontas Désiré Doué e Bradley Barcola várias vezes em jogadas individuais, a principal arma francesa na partida. Michael Olise marcou o único gol, no fim do jogo, em contra-ataque iniciado por Rayan Cherki.
Leia também: França x Itália pela Liga das Nações: horário, onde assistir e escalações · Portugal vence a Dinamarca por 4 a 2 sem Cristiano Ronaldo na Liga das Nações
Zidane comentou a estreia à emissora TF1:
“Não é fácil. É o primeiro jogo dele pela seleção, em um grupo que ele não conhece. Ele jogou como costuma jogar. Jogou como atua em sua equipe e fez isso muito bem.”
Quem é Lucas da Cunha
Natural de Roanne, na França, Da Cunha começou no Rennes e passou pelo Nice, que o emprestou ao Lausanne-Sport e ao Clermont Foot. Também jogou pelas seleções de base francesas.
A Trivela informa que ele chegou ao Como em 2023, por 750 mil euros; a TVI situa a transferência na temporada 2022/23. O clube disputava a Serie B italiana. Na primeira temporada, ele fez 14 jogos, segundo a TVI, e ganhou protagonismo com a chegada do técnico Cesc Fàbregas.
Até então extremo, foi recuado para o meio-campo por causa de uma série de lesões e virou o distribuidor da equipe. A TVI diz que ele chegou a usar a braçadeira de capitão.
Na temporada passada, fez 42 jogos, o máximo da carreira, com 8 gols e 5 assistências. O Como se classificou para a Liga dos Campeões, competição em que Da Cunha também já estreou.
Por que não joga por Portugal
O pai do meia é português. Em declarações às plataformas da Serie A, ele deixou clara a identidade francesa: “Eu nasci em França, o meu pai nasceu em Portugal. Sempre vivi em França. Portugal é apenas o lugar onde vou de férias”.
As fontes divergem num ponto. A TVI afirma que ele nunca foi cogitado para a seleção portuguesa e que a estreia pela França fechou essa porta. O Record diz que ele tinha a opção de defender Portugal, por causa do pai.
O que disse após a estreia
Da Cunha comentou a trajetória depois do jogo. “Há alguns anos, eu estava na segunda divisão. Hoje, me encontro aqui na seleção francesa. Isso mostra que, quando você trabalha e não desiste, as coisas acontecem”, afirmou.
Segundo a Trivela, as características de passe e controle do meia são pouco vistas em Aurélien Tchouaméni, Eduardo Camavinga e Adrien Rabiot, outros volantes da seleção.
Ele lamentou a ausência da família no estádio e disse esperar que os parentes estejam presentes no jogo seguinte, contra a Itália, em Saint-Denis, nesta sexta-feira (2). Não foi confirmado se ele será titular de novo.



