A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou neste sábado (10) que um petroleiro explodiu e pegou fogo depois de atingir uma mina naval ao passar pelo Estreito de Ormuz. A versão foi divulgada pela mídia estatal iraniana, segundo a CNN Brasil, que cita informações da Reuters.
Os militares não disseram o nome do navio nem a bandeira que ele usa. Os relatos disponíveis não trazem informação sobre feridos nem sobre o local exato do incidente, e não há menção a confirmação independente da explosão.
O que se sabe sobre a explosão
A única descrição do episódio, por enquanto, vem do lado iraniano. Os relatos também não dizem quem colocou a mina nem a quem pertencia o navio.
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O caso ocorre em meio a uma escalada de tensão na via. Na quarta-feira (7), um assessor do comandante da IRGC disse à agência semioficial Fars que rotas de trânsito consideradas ilegais por Teerã seriam fechadas em breve. Não foi apresentada data.
O Irã vai bloquear outras rotas?
Segundo o Valor Econômico, que cita a Reuters, o Irã avisou países da região que qualquer tentativa de abrir novas rotas para exportar petróleo será considerada hostil. Uma alta autoridade regional próxima a Teerã afirmou que a medida faz parte de um plano negociado entre os líderes políticos iranianos e a Guarda Revolucionária.
Um diplomata sênior da região, informado por Teerã, disse à Reuters que as ações poderiam incluir ataques com mísseis e drones contra navios, ou o envio de embarcações para afugentá-los.
A Guarda Revolucionária nega que o fluxo de petróleo bruto pelo estreito esteja se recuperando com ajuda da Marinha dos Estados Unidos. Na quarta-feira (7), Marco Rubio afirmou que o Irã “perdeu o controle total” do estreito, segundo o UOL Notícias.
Quantos petroleiros foram atacados?
De acordo com o Valor, em texto publicado na quinta-feira (8), a semana anterior teve o maior número de ataques a petroleiros na via desde o início da guerra com o Irã. Com isso, a quantidade de embarcações tentando atravessar caiu ao menor nível em mais de dois meses.
O Valor também relata um incidente nas 24 horas anteriores à publicação: segundo a agência da Marinha britânica UKMTO, projéteis atingiram um petroleiro a cerca de 95 km da costa do Catar, dentro do Golfo. Fontes de segurança marítima disseram que o petroleiro químico Acers, com bandeira de Antígua e Barbuda, foi atingido por vários projéteis e que a tripulação teve ferimentos leves. A operadora não foi encontrada para comentar.
Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da associação de navegação BIMCO, avaliou que a recente onda de ataques iranianos parece ter reduzido a disposição dos armadores de cruzar o estreito.
O que muda para o petróleo e os combustíveis?
Os relatos até agora não trazem dado sobre variação no preço do petróleo ou dos combustíveis por causa da explosão. Também não há informação sobre efeito direto nos preços no Brasil.
O que aparece é pressão sobre a logística. Mesmo com mais petróleo circulando em setembro, os ataques a navios-tanque e as restrições seguiram, o que gera dúvidas sobre a sustentação de volumes maiores no longo prazo, segundo a CNN Brasil.
O que pode acontecer agora?
Nos últimos meses, produtores do Golfo aceleraram embarques por canais que contornam o lado omanense do estreito, com transferência da carga em águas abertas do Golfo de Omã e apoio aéreo dos EUA, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O Irã diz que tratará como hostil a abertura de novas rotas de exportação. Ainda não há data para o fechamento anunciado pelo assessor da Guarda Revolucionária.



