Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o mar perto da região de Kanto, próxima a Tóquio, às 19h39 (horário local) desta sexta-feira (6). De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), não há registro de feridos nem de estruturas afetadas, e nenhum alerta de tsunami foi emitido.
As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo Portal Mie. Os dados são preliminares e podem ser atualizados pelas autoridades japonesas.
Onde foi o terremoto e qual a profundidade?
O epicentro ficou no Oceano Pacífico, a leste de Kanto, segundo o Portal Mie. O tremor ocorreu a pouca profundidade: cerca de 10 quilômetros, conforme a JMA.
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Na escala sísmica japonesa, chamada shindo, a intensidade máxima registrada em terra foi 3. Nesse nível, muitas pessoas que estão dentro de prédios costumam sentir o abalo.
Há risco de tsunami?
Não houve alerta. Sem ele, a agência espera só uma pequena variação no nível do mar, sem risco de danos.
O tremor também foi classificado como verde na escala Pager. A cor indica baixo risco de mortes e de perdas econômicas.
Em quais regiões o tremor foi sentido?
Folha e Portal Mie trazem recortes diferentes. A Folha informa que 18 províncias e 537 municípios sentiram o abalo, entre elas Fukushima, Miyagi e Kanagawa. O Portal Mie cita oito províncias com registro: Miyagi, Fukushima, Ibaraki, Aomori, Iwate, Yamagata, Tochigi e Gunma.
Os dados divulgados até agora não detalham como o tremor foi sentido em Tóquio nem informam se houve réplicas.
O que se sabe sobre os terremotos recentes no Japão?
O país fica no Anel de Fogo do Pacífico, faixa que concentra intensa atividade tectônica. Segundo a Folha, cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no mundo ocorrem no Japão.
Em julho deste ano, um terremoto de magnitude 7 atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste, e matou 35 pessoas. Casas e pontes foram danificadas, houve incêndios, e milhares de moradores ficaram sem energia e sem água. Um shopping da rede Aeon foi parcialmente destruído, com ao menos sete mortos, e nove corpos foram recuperados em uma fábrica de papel da região.
Em 2016, outro terremoto forte em Kumamoto atingiu milhares de edifícios, entre eles o castelo da cidade. Sobre o abalo desta sexta, a JMA e as autoridades japonesas ainda podem revisar os números preliminares.



