Um homem de 36 anos morreu na noite de domingo (25) depois que o carro que ele dirigia foi atingido na traseira por um veículo conduzido por um motorista de aplicativo, na BR-277, em Curitiba (PR). O acidente ocorreu por volta das 22h, em um trecho em obras na região do Cajuru, segundo o g1.
O motorista foi preso em flagrante por homicídio com dolo eventual, informou o delegado Edgar Santana, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR). Nesse enquadramento, o autor assume o risco de causar a morte, embora não queira diretamente matar.
Como aconteceu a batida
O motorista levava duas passageiras no sentido Centro. Conforme o relato de uma delas, ele acelerou e o carro chegou a 176 km/h. Com o impacto, o veículo atingido saiu da pista e caiu sobre o muro de uma residência.
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A vítima morreu no local. Uma mulher que estava no carro dela, também de 36 anos, teve ferimentos moderados e foi levada ao hospital. O motorista do aplicativo e as duas passageiras não se feriram. Os nomes de todos os envolvidos não foram divulgados.
O que diz a passageira
A passageira afirmou ter fotografado o painel do carro, que indicava 176 km/h. Ela contou que a colisão foi muito rápida.
“Ele estava em alta velocidade e eu nem consegui perceber o que aconteceu. Foi muito rápido.”
Ela relatou ainda que, logo depois da batida, o motorista pediu que ela não falasse sobre a velocidade.

A versão do motorista
Na manhã desta segunda-feira (26), o delegado disse que, no interrogatório, o motorista afirmou dirigir a 110 km/h. Ele declarou que o carro da vítima teria saído de um setor de obras e que não conseguiu frear. Segundo o delegado, o motorista também disse que as passageiras falaram estar com pressa e queriam chegar mais rápido ao destino.
Há, portanto, duas velocidades em jogo: 176 km/h, no relato e na foto citados pela passageira, e 110 km/h, na versão do motorista. As circunstâncias da colisão serão apuradas, e as duas passageiras ainda serão ouvidas pela polícia.
Depois do acidente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) levou o motorista à delegacia. Ele foi transferido para a cadeia pública na manhã desta segunda.
O que diz a concessionária
Em nota, a EPR Litoral Pioneiro, que administra o trecho em obras, lamentou a morte e informou ter prestado atendimento imediato assim que foi acionada. A empresa afirmou que todo o segmento de obras está sinalizado e que, ao longo dos trabalhos, serão implantados novos dispositivos de segurança, entre eles barreiras rígidas.
As duas passageiras do aplicativo ainda serão ouvidas pela Polícia Civil.



