O rio Paraná atingiu 115,39 metros na Ponte da Amizade, entre Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este, nesta segunda-feira (12). Na véspera, a medição era de 110,50 metros. A Itaipu Binacional alertou para possíveis impactos em estruturas e residências do lado brasileiro.
Em nota, a usina informou que as Defesas Civis municipal e estadual já estão cientes da situação. No lado paraguaio, a cheia já provocou retirada de moradores.
Por que o rio subiu?
Segundo a Divisão de Estudos Hidrológicos da Itaipu, as chuvas intensas das últimas 24 horas nas bacias dos rios Paraná e Iguaçu levaram a uma atualização dos cálculos de vazão e de nível. Em nota, a estatal afirmou que os resultados indicam “um aumento significativo das vazões de ambos os rios”.
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No rio Iguaçu, a vazão nas Cataratas estava em 11.800 metros cúbicos por segundo às 8h desta segunda, cerca de seis vezes a média do trecho em Foz, segundo o portal H2FOZ.

De acordo com o mesmo portal, o vertedouro da usina está aberto para liberar o excedente do reservatório, que continua enchendo conforme o monitoramento hora a hora.
Quais áreas de Foz podem ser atingidas?
Segundo a Itaipu, a marca de 115 metros na região da Ponte da Amizade supera as cotas de inundação do bairro San Rafael, em Ciudad del Este, e do Porto de Areia, em Foz do Iguaçu. A Defesa Civil de Foz pede atenção a:
- Porto de Areia, no Porto Meira;
- áreas ocupadas por pescadores perto do Espaço das Américas;
- vale do Rio Boicy, incluindo a Favela do Cemitério.
No caso do Boicy, o risco vem do represamento. Com o Paraná muito alto, o rio pode segurar a água de afluentes e atingir a população ribeirinha, segundo o H2FOZ.
O que a Defesa Civil orienta?
Em comunicado divulgado na noite de domingo (11), o órgão disse que monitora a situação há alguns dias e reforçou o acompanhamento dos níveis dos rios. A recomendação a empresas e moradores de áreas ribeirinhas é tomar medidas preventivas e, se houver necessidade, sair antes de os locais alagarem.
Não foi confirmado, até o momento, se há famílias retiradas ou casas alagadas no lado brasileiro.

Como está a situação em Ciudad del Este?
Em nota divulgada no domingo (11), a Itaipu disse que a expectativa era chegar a cerca de 60 famílias retiradas de suas casas no bairro San Rafael até aquele momento. A Assessoria de Responsabilidade Social da usina presta assistência às famílias e diz contar com as Forças Armadas, a Marinha Nacional, voluntários e moradores.
A empresa afirma que a remoção de pessoas e de seus pertences na parte baixa do bairro será intensificada nos próximos dias. Enquanto durar a emergência, os desabrigados ficam alojados em locais como ginásios esportivos da cidade, segundo o H2FOZ.
As Cataratas seguem abertas?
O Parque Nacional do Iguaçu está aberto para visitas. A exceção é a passarela da Garganta do Diabo, que está interditada. Os demais pontos e mirantes estão liberados, de acordo com o H2FOZ.
O Boletim Hidrológico, com as projeções para a fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, está disponível no site da Itaipu (itaipu.gov.br).



