A Polícia Civil do Rio prendeu na noite de segunda-feira (19/10) um homem apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) em Itaperuna (RJ). Conhecido como “Magrelo”, ele é investigado por mandar matar e por tirar moradores de áreas dominadas pela facção, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles.
A prisão ocorreu no bairro Carulas, durante a terceira fase da Operação Caça ao Sicário. Participaram agentes da 143ª DP, em Itaperuna, e do 29º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
De acordo com a investigação, o grupo aplica punições violentas, entre elas tiros nas mãos das vítimas, para mostrar domínio sobre o território.
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Como a polícia chegou ao carro
Informações de inteligência indicavam que o suspeito estaria vindo da cidade do Rio de Janeiro para Itaperuna com armas e drogas. Na Rua Carolina Campos, os agentes pararam um Chevrolet Vectra verde.
Um dos ocupantes teria dito “perdi, perdi” e avisado que dentro do veículo estavam uma arma, uma faca e drogas. Registros da captura mostram o suspeito rindo e mandando beijinhos à câmera.
O que foi apreendido
Segundo a polícia, a ação resultou na apreensão de:
- uma pistola calibre 9 mm;
- sete carregadores municiados;
- 76 munições de calibres diversos;
- 226 embalagens de maconha com inscrições alusivas ao TCP;
- acessórios para armas de fogo.
O motorista foi levado à 143ª DP, onde o caso foi registrado. Conforme a Polícia Civil, os dois ocupantes do carro vão responder por tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de armamento de uso restrito.

O que diz o delegado
O delegado José Paulo Pires, responsável pela investigação, disse que a força-tarefa já apontou líderes do tráfico relacionados a homicídios na região. Afirmou ainda que muitos inquéritos estão concluídos e que a prisão dos demais envolvidos deve ocorrer em pouco tempo.
Segundo o delegado, além de homicídio e tráfico, os investigados responderão pela lei de combate ao crime organizado e pelo crime de domínio social estruturado. Ele afirmou que a pena máxima para esse conjunto pode ultrapassar 40 anos.
Não foi informado se o suspeito tem advogado constituído nem se ele se manifestou. Também não há detalhes sobre quais homicídios e expulsões ele é apontado como mandante. Ele é tratado como investigado, e a responsabilização depende de decisão da Justiça.



