Sábado, 31 de outubro de 2026
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Rio de Janeiro

Rio tem 74 casos de mpox em dois meses e capital está sem doses da vacina

Setembro teve 45 casos, o maior número mensal em três anos. No estado, já são 211 casos confirmados em 2026, contra 119 em todo o ano passado.

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Resumo rápido

  • A capital registrou 74 casos de mpox em setembro e outubro; no mesmo período de 2025 foram 10.
  • Segundo o G1, a cidade está sem doses da vacina; pacientes relatam dificuldade para achar o imunizante.
  • A Prefeitura investiga uma nova morte suspeita; a secretaria municipal fala em oscilação esperada.

A cidade do Rio de Janeiro confirmou 74 casos de mpox em setembro e outubro, segundo o Observatório Epidemiológico do município. No mesmo período de 2025, foram 10. De acordo com o G1, a capital também está sem doses da vacina contra a doença.

Setembro teve 45 confirmações, o maior número mensal em três anos. Até o momento do levantamento, outubro somava outras 29. Dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, Zona Norte.

No estado, são 211 casos confirmados em 2026, contra 119 em todo o ano passado. A Prefeitura investiga ainda uma nova morte por suspeita de mpox, informou a Record News. Não foram divulgadas a idade da pessoa nem a causa confirmada.

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A Record News citou um número diferente para o município: 43 casos no último mês, o que não coincide com os 45 de setembro e os 29 de outubro do Observatório.

O que é a mpox

A mpox é causada por um vírus. Febre, dores no corpo, aumento dos gânglios e lesões na pele, que podem virar bolhas, estão entre os sintomas mais comuns.

O contágio ocorre sobretudo pelo contato direto com lesões, fluidos corporais e secreções de quem está infectado. Toalhas e roupas de cama contaminadas também podem transmitir. A maior parte dos pacientes tem quadro leve ou moderado, mas há risco de complicações graves e de morte.

Quem pode se vacinar

A vacina existe, mas é destinada a grupos específicos. Pelas regras do Ministério da Saúde, têm prioridade:

Dia D Nacional de Multivacinação, com crianças e adolescentes menores de 15 anos podendo receber vacinas indicadas para sua faixa etária
Dia D Nacional de Multivacinação, com crianças e adolescentes menores de 15 anos podendo receber vacinas indicadas para sua faixa etária (foto de arquivo, 22/08/2026) Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
  • homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais que vivem com HIV;
  • funcionários de laboratórios que trabalham diretamente com o vírus, com idade entre 18 e 49 anos;
  • pessoas que tiveram contato de alto ou médio risco, conforme a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.

Segundo o ministério, a dose deve ser aplicada em até 4 dias após o contato com uma pessoa infectada. Se não houver sintomas, o prazo vai até 14 dias.

Onde encontrar a vacina no Rio

Pacientes relatam dificuldade para achar doses nos centros municipais de saúde, segundo a Record News. Não foi confirmada a chegada de novas doses à capital.

O deputado federal Daniel Soranz (PSD), ex-secretário municipal de Saúde do Rio, defende a compra de mais doses pelo Ministério da Saúde. Ele afirmou que o aumento de casos na capital acende um alerta para outras regiões do país. “A compra da vacina monkeypox é essencial para evitar a disseminação da doença e garantir a proteção dos grupos mais vulneráveis”, disse, em declaração publicada pelo G1.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que os números dos últimos meses seguem dentro da oscilação esperada desde 2022, quando a doença foi introduzida. A pasta lembra que houve períodos com mais casos, como dezembro de 2023, quando o município fechou o ano com 46 notificações. A Superintendência de Vigilância em Saúde mantém o monitoramento da situação.

O que fazer se tiver sintomas

O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho orienta quem tiver sintomas a procurar atendimento médico para avaliação e diagnóstico. “O que a pessoa tem que fazer é correr para o médico”, afirmou. Segundo ele, a doença é transmitida por via sexual e também por via aérea, e quem está por perto pode correr risco.

A Secretaria Estadual de Saúde reconhece o aumento dos casos, mas diz que ainda não é possível falar em epidemia. A investigação da nova morte suspeita segue em andamento na Prefeitura.

Fontes consultadas

G1 — Casos de Mpox aumentam 7 vezes no Rio em dois meses; capital está sem vacina contra a doença CNN Brasil — Rio de Janeiro registra 74 casos de Mpox em dois meses R7 — Prefeitura do RJ investiga nova morte por suspeita de Mpox Band — Rio de Janeiro teve 45 casos de mpox no mês de setembro

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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