Um menino de 10 anos caiu de um prédio em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, na tarde de quarta-feira (21). Durante o atendimento, policiais militares encontraram drogas no apartamento da família, e a mãe, de 41 anos, e o padrasto, de 28, foram presos em flagrante por tráfico.
De acordo com a Polícia Civil, a criança brincava com um irmão, também menor de idade, no terraço de um prédio ao lado do que a família mora. O menino quebrou a telha de uma cobertura e caiu em uma área que dá acesso aos apartamentos, de pouco mais de três metros de altura.
As reportagens divergem sobre o tamanho do edifício: a GZH fala em prédio de três andares, no bairro Nossa Senhora das Dores, e o g1 em queda do quarto andar.
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A delegada Luísa Souza, responsável pelo caso, afirmou que a polícia vai apurar se a queda foi acidental ou intencional. Uma vizinha, que não quis se identificar, disse já ter visto o menino brincando naquele terraço várias vezes.
O que aconteceu durante o socorro?
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, ao chegar, não conseguiu atender a criança. Conforme o boletim de ocorrência, a mãe teria levado o menino para dentro do apartamento e impedido a entrada da equipe médica. A Brigada Militar foi chamada e arrombou a porta.
No local, o padrasto afirmou aos policiais que a mãe havia saído com a criança para levá-la ao hospital. Os policiais, porém, encontraram os dois em um quarto da casa.
Na sala, segundo a Brigada Militar, estavam cinco porções de maconha, cinco comprimidos de MDMA, uma balança de precisão e três celulares. O casal foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e preso por tráfico de drogas. Os presos são suspeitos e, até aqui, não foram condenados.
Qual é o estado de saúde da criança?
Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o menino sofreu lesão cerebral, mas o quadro é considerado estável. Ele foi levado primeiro ao Hospital Universitário de Santa Maria e depois transferido para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre.
Os relatos sobre o motivo da transferência também diferem. A GZH registrou que a delegada Luísa Souza citou a ausência de neurologista no Hospital Universitário. O g1 informou que faltava um neurocirurgião no local no momento do atendimento. A diferença entre os dois relatos não foi esclarecida.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação. Segundo as reportagens, o menino está sob a responsabilidade do pai e de irmãos mais velhos.
O que ainda não se sabe
A polícia não concluiu se a queda foi intencional ou acidental. Os nomes dos presos não foram divulgados, e não houve manifestação da defesa nas informações publicadas até agora.
A investigação da queda segue em andamento sob responsabilidade da delegada Luísa Souza.



