Santo André, no ABC Paulista, confirmou nesta semana o quinto caso de mpox de 2026 na cidade, em uma mulher de 34 anos que está estável e em isolamento. O município já recebeu 27 notificações da doença neste ano, segundo a Secretaria de Saúde. A região soma ao menos seis casos em 2026, sem mortes, pelos dados estaduais citados pelo Diário do Grande ABC.
A doença, que já foi chamada de varíola dos macacos, segue circulando no país em número bem menor que no surto de 2022. Abaixo, o que o Ministério da Saúde orienta sobre sintomas, transmissão, tratamento e vacina.
O que é a mpox?
É uma infecção causada pelo vírus MPXV, do mesmo grupo (Orthopoxvirus) do vírus da varíola humana, erradicada nos anos 1980. Na maior parte das pessoas, o quadro é leve ou moderado e melhora em duas a quatro semanas, segundo o ministério.
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Quais são os sintomas da mpox?
O sinal mais típico são as lesões na pele, que podem ser planas ou elevadas, com líquido, e depois secam e viram crostas. Elas podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital e anal. Outros sintomas comuns:
- febre;
- ínguas (gânglios inchados);
- dor de cabeça e dores no corpo;
- calafrios;
- fraqueza.
Os sintomas costumam aparecer de 3 a 16 dias depois do contato com o vírus, mas esse intervalo pode chegar a 21 dias.
Como a mpox é transmitida?
A principal via é o contato direto com as lesões, crostas ou secreções de uma pessoa infectada, o que inclui relações sexuais. Também é possível pegar o vírus em roupas, toalhas, lençóis e objetos usados pelo doente, e em contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

A pessoa transmite a doença desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das feridas, quando as crostas caem e a pele se refaz. É por isso que o isolamento vai até essa fase. Em Santo André, por exemplo, quem teve contato com os casos é acompanhado por 21 dias após a última exposição.
Tem tratamento?
Não existe remédio específico aprovado contra a mpox. O tratamento serve para aliviar a dor e a febre, cuidar das lesões e evitar complicações, como infecção bacteriana na pele. Casos mais graves podem exigir internação.
O diagnóstico é feito por exame de laboratório (teste molecular), de preferência com material colhido das lesões. Todo caso suspeito precisa ser notificado às autoridades de saúde em até 24 horas.
Quem pode tomar a vacina contra mpox?
A vacina não está disponível para toda a população. O SUS aplica as doses em grupos de maior risco, conforme a disponibilidade. Pela orientação do Ministério da Saúde, têm indicação:
- antes da exposição: pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão e profissionais de laboratório que lidam com esse tipo de vírus;
- depois da exposição: quem teve contato de médio ou alto risco com caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde.
Na capital paulista, a estratégia de 2026 da prefeitura inclui ainda usuários de PrEP (a profilaxia pré-exposição ao HIV) e todas as pessoas vivendo com HIV com 18 anos ou mais. O esquema tem duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas, e é só para adultos. Quem tomou uma dose entre 2023 e 2025 pode completar o esquema; quem já tomou as duas não precisa repetir.
Em São Paulo, a vacina é aplicada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), como o do Instituto Emílio Ribas e o do Hospital das Clínicas, e em serviços de atendimento especializado em HIV (SAE e CTA). Em outras cidades, a informação está com a secretaria municipal de Saúde.
Como se proteger?
- evitar contato íntimo ou próximo com quem tem lesões suspeitas;
- não dividir toalhas, roupas de cama, talheres e copos;
- lavar as mãos com frequência, com água e sabão ou álcool em gel;
- lavar roupas e lençóis de quem está doente com água e sabão;
- limpar e desinfetar superfícies tocadas pelo paciente.
Tive sintomas. O que fazer?
Procure uma unidade de saúde e conte se teve contato com alguém com lesões parecidas. Até a avaliação médica, evite contato próximo com outras pessoas e não compartilhe objetos de uso pessoal. Se o exame confirmar a doença, a equipe de saúde orienta o isolamento e indica, quando for o caso, a vacina para quem teve contato com você.



