A Justiça de São Paulo condenou o influenciador Gato Preto e Bia Miranda a pagar R$ 210 mil em indenizações por danos morais a Edilson Maiorano e a seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano. A sentença, do juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível, é de 16 de setembro e ainda pode ser contestada em recurso.
O caso vem de uma batida ocorrida em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, Zona Oeste da capital paulista. A decisão foi divulgada na segunda-feira (19) pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, e repercutiu em outros veículos.
Quanto cada um deve pagar
- Gato Preto: R$ 100 mil a Ivan e R$ 60 mil a Edilson, por danos morais.
- Gato Preto: R$ 1.335,99 a Ivan, por danos materiais.
- Bia Miranda: R$ 20 mil a Ivan e R$ 30 mil a Edilson, por danos morais.
Com os danos materiais, a conta de Gato Preto passa de R$ 161 mil. A de Bia Miranda soma R$ 50 mil. Os R$ 210 mil citados na condenação se referem apenas aos danos morais das duas partes.
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O que a sentença diz sobre a batida
Segundo a decisão, Gato Preto dirigia um Porsche conversível em alta velocidade quando avançou o sinal vermelho e bateu em um Hyundai HB20. Pai e filho estavam no carro atingido e ficaram feridos. Conforme os registros do caso, o casal deixou o local sem prestar socorro.

Exames toxicológicos encontraram álcool etílico, MDA e THC na urina de Gato Preto, e o juiz entendeu demonstrada a culpa dele pelo acidente. Ivan sofreu escoriações e fratura na mandíbula e precisou de acompanhamento médico por cerca de três meses. Para o juiz, o pai viu o filho ferido e preso ao airbag, sem receber ajuda, e foi ameaçado por Gato Preto no local.
Por que Bia Miranda foi condenada?
Bia estava no Porsche como passageira, e o juiz não a considerou responsável pela condução do carro nem pela batida. A condenação dela está ligada ao que fez depois.
Ela gravou a cena e publicou as imagens nas redes sociais. Nos vídeos, chamou Edilson de “senhorzinho” e se referiu ao carro atingido como “lixo”. Na ação, disse que gravou para informar os seguidores sobre o próprio estado de saúde. O juiz não aceitou a explicação e entendeu que a exposição das vítimas foi ofensiva.

O que ficou de fora da condenação
A mãe de Ivan, Debora Bartalot Pereira, também pediu indenização, e o pedido foi negado. Para o juiz, a lesão do filho foi dolorosa para ela, mas não teve a gravidade necessária para justificar reparação.
Pedidos de ressarcimento de medicamentos e de estacionamento de hospital também foram rejeitados, porque os gastos não foram comprovados. O prejuízo ao carro das vítimas não entrou na conta: segundo a sentença, a seguradora já havia pago mais de R$ 50 mil.
Recurso e processos paralelos
Não foi divulgado se as partes recorreram da sentença, que é de primeira instância.
O processo criminal tramita separadamente. Em maio deste ano, Gato Preto virou réu por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de matar; o G1 informa que Bia Miranda também foi tornada ré. A defesa de Gato Preto sustenta que os fatos se aproximariam de lesão corporal culposa, segundo a Folha de S.Paulo. Ele também é réu em processo por violência doméstica, após ser acusado de agredir Bia Miranda em um hotel em Barueri, e é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar ilegais. Esses casos não fazem parte da condenação civil.



