O lago do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, transbordou na tarde de quarta-feira (14), durante a chuva forte que atingiu a capital. Segundo o Estadão, a pista de cooper ficou alagada, e frequentadores registraram peixes perto das guias e uma tartaruga andando pela rua.
O caso não é inédito. Em fevereiro de 2020, o lago também transbordou durante um temporal. Imagens da TV Globo mostram que as ruas do entorno, perto do Monumento a Pedro Álvares Cabral, foram interditadas naquela ocasião.
O que dizem a Prefeitura e a Urbia
O Estadão procurou a Prefeitura e a Urbia, concessionária que administra o parque, sobre o histórico de cheias, mas não obteve resposta. Os dois órgãos se manifestaram apenas por nota.
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Nas notas, os dois atribuíram a cheia de quarta-feira à intensidade da chuva. A Urbia informou que o pluviômetro do parque registrou 97 mm em menos de uma hora. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) afirmou que o sistema de drenagem do parque está funcionando e atribuiu o transbordamento ao alto índice pluviométrico.
O que a Prefeitura dizia em 2016
Os registros de transbordamento são poucos, mas a Prefeitura já reconhecia o problema havia pelo menos dez anos, segundo o Estadão. Em maio de 2016, a administração municipal informou que a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), a pedido da SVMA, daria início a um estudo em sete lagos da cidade com problemas em barragens e estruturas hidráulicas.
O lago do Ibirapuera era um deles. Na época, a Prefeitura disse que, no caso do lago, as águas chegam a atingir a Avenida República do Líbano. A reportagem do Estadão não traz informação sobre a conclusão do estudo nem sobre medidas adotadas depois.

Para que serve o lago
O arquiteto e urbanista Alex Sartori explicou em suas redes sociais que os dois lagos do parque foram projetados para armazenar a água da chuva e evitar alagamentos em outras áreas da cidade. Segundo o Estadão, os lagos estão conectados aos córregos do Sapateiro e Caguaçu, que seguem até o Rio Pinheiros, perto do Parque do Povo, no Itaim Bibi.
Sartori defende que usar parques para conter a água é melhor do que construir piscinões. Ele também avalia que a estratégia ganha importância porque as chuvas tendem a ficar mais intensas. Trata-se de opinião dele, e não de posição da Prefeitura.
O que ainda não se sabe
O Estadão não informou se houve feridos, danos materiais ou novas interdições na quarta-feira. A reportagem também não cita um plano específico para evitar novos transbordamentos no parque.



