Piracicaba (SP) registrou 35,2ºC na tarde de sexta-feira (9), o dia mais quente de 2026 até agora. Segundo dados do Posto Meteorológico da Esalq/USP, a marca superou o recorde anterior do ano na cidade, registrado em 9 de janeiro.
O calor veio com ar seco. Na sexta, a umidade relativa ficou em 39%, abaixo dos 60% recomendados para a saúde humana.
Por que a primavera está tão quente?
Em setembro, a região de Piracicaba teve dias quentes, sol predominante e máximas acima de 34ºC. Para o professor e pesquisador Fábio Marin, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq/USP, máximas elevadas nessa época são comuns e costumam superar as marcas do verão.
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De acordo com a reportagem do g1, o volume de chuvas de setembro se assemelha ao padrão do forte El Niño de 2015, o que reforça a tendência de precipitação acima da média no Sudeste.
Qual é a previsão para o fim de semana?
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), citado pelo g1, a previsão para Piracicaba é esta:
- Sábado (10): mínima de 19°C e máxima de 30°C
- Domingo (11): mínima de 19°C e máxima de 33°C
- Segunda-feira (12): mínima de 18°C e máxima de 26°C
- Terça-feira (13): mínima de 19°C e máxima de 29°C
Em Limeira (SP), a máxima prevista é de 32°C no sábado e no domingo, de 26°C na segunda-feira e de 31°C na terça-feira.

Há alerta de tempestade?
Sim. Um alerta amarelo de perigo de tempestades vale até o fim deste sábado (10). Segundo o aviso, algumas regiões podem ter chuva de até 50 milímetros, com ventos de 40 a 60 km/h e chance de granizo em áreas da região de Piracicaba.
O mesmo aviso estima baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Marin afirma que as chuvas dessa época favorecem a agricultura, mas causam problemas nas cidades, com enchentes. “A Defesa Civil tem que ficar preparada para deslizamento e alagamento”, disse.
O que muda para o campo?
Para a agricultura, a perspectiva no Sudeste é boa, com exceção da cana-de-açúcar. Segundo o g1, a colheita da safra atual deve se estender até dezembro por atrasos operacionais ligados à umidade, o que reduz o teor de açúcar dos canaviais, conhecido como ATR.
Marin avalia que deve sobrar cana para o ano seguinte. Segundo ele, as canas que já foram colhidas e permanecem no campo são favorecidas e devem produzir bem em 2027. Pastagens e a semeadura de grãos na região também devem ser beneficiadas pela chuva.



