A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul afirma que Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, era responsável pela logística de um grupo investigado por atentados no estado. Ela morreu na sexta-feira (9), em Sidrolândia, em confronto com policiais do Batalhão de Choque. Os detalhes foram apresentados neste sábado (10), em Campo Grande, pelo major Cleyton da Silva Santos, segundo o g1.
Quatro suspeitos morreram na ação. Além de Vanessa, morreram Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, e dois adolescentes, de 16 e 17 anos. Segundo a PM, os quatro eram suspeitos de integrar a facção Comando Vermelho (CV).
Qual era o papel de Vanessa, segundo a PM
De acordo com o major, ela teria papel central na organização. Ainda segundo ele, cabia a Vanessa conseguir armamento e alugar imóveis onde os integrantes se escondiam depois dos ataques.
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Para fechar os aluguéis, Vanessa e outro integrante se apresentavam como casal. A estratégia, segundo o major, dava credibilidade à dupla nas negociações.
O major afirmou que a arma de maior poder de fogo e a maior quantidade de munição apreendidas na operação estavam com ela. Em sua fala, ele disse: “Ela organizava todo o cenário dos atentados e era responsável pela logística para conseguir armamento.”
Como o grupo agia
Segundo o major Cleyton, os suspeitos mudavam de cidade, alugavam casas e retornavam a elas para se esconder depois de cada atentado. A troca frequente de município, de acordo com ele, dificultava o monitoramento pelas forças de segurança.
A polícia enquadra o caso numa disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. Para o major, a posição geográfica do estado o torna passagem importante para drogas, armas e contrabando. “É uma guerra territorial”, afirmou.
Ele citou Sidrolândia, Maracaju, Coxim e Sonora como municípios estratégicos para o deslocamento de cargas ilícitas. Segundo a entrevista coletiva, o grupo é investigado por atentados em diferentes municípios do estado.
Como foi o confronto em Sidrolândia
De acordo com o major, o Batalhão de Choque foi enviado à cidade para ajudar a PM local nas buscas. Jonas Gabriel tinha mandado de prisão, e um dos adolescentes era alvo de mandado de busca e apreensão. Também participaram a Força Tática da 8ª Companhia Independente da PM e o Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras).
Pelo relato do major, os policiais encontraram um homem armado no quintal do imóvel, que apontou a arma para a equipe. Os policiais dispararam. Dentro da casa, havia outros três suspeitos armados. A versão do confronto é a apresentada pela polícia.
O que a polícia diz sobre os adolescentes
Um dos adolescentes era investigado por suspeita de envolvimento em homicídios em Cassilândia e no bairro Nova Lima, em Campo Grande. O major também o apontou como suspeito de participar de um incêndio em uma casa no Nova Lima, que deixou uma família com sete crianças sem roupas e móveis. Essas acusações não foram julgadas.
O major disse ainda que os suspeitos postavam nas redes sociais fotos e vídeos em que exibiam armas de fogo.



