Quatro homens foram condenados pela Justiça do Rio a 15 anos de prisão em regime fechado por estuprarem em grupo uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, bairro da Zona Sul carioca. Segundo o g1, os réus seguem presos e terão de pagar, juntos, indenização por danos morais de 40 salários mínimos à vítima.
Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Todos já estavam em prisão preventiva antes da sentença, que foi mantida.
O que aconteceu em Copacabana
O caso ocorreu em 31 de janeiro de 2026, dentro de um apartamento no bairro. Segundo o relato da adolescente à Justiça, um adolescente com quem ela já havia ficado a chamou até o local, e ela aceitou ter relação sexual com ele.
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Ainda de acordo com a vítima, outros quatro homens entraram no quarto e passaram a agredi-la. Ela disse ter levado socos, tapas e puxões de cabelo, além de ter sido contida fisicamente e impedida de ir embora.
A sentença registra que a adolescente repetiu que não queria ter relações com os outros homens e pediu que parassem. Exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram lesões físicas na vítima.
Qual foi a versão da defesa?
Os quatro réus negaram o estupro durante o processo. Admitiram ter tido relações sexuais com a adolescente, mas afirmaram que tudo ocorreu com consentimento.
As defesas também levantaram a hipótese de que a denúncia teria sido inventada por medo de que a adolescente tivesse sido filmada no encontro. O juiz João Zacharias de Sá rejeitou a tese e disse não haver elementos que a sustentassem.
O que diz a sentença?
Na decisão, o juiz considerou os relatos da vítima coerentes e respaldados por outras provas, entre elas os exames que apontaram lesões. Ele escreveu que, em crimes sexuais, a palavra da vítima ganha peso especial quando é firme e coerente, porque esses delitos costumam ocorrer sem testemunhas e sem deixar vestígios.
O magistrado também afirmou que não existe reação padrão diante de uma violência sexual. Para ele, a recusa da vítima precisa ser respeitada, e seguir com o ato depois da recusa, mediante violência ou grave ameaça, configura estupro.
Há outros envolvidos no caso?
Um adolescente também participou do caso e responde na Justiça da Infância e da Juventude. Em abril, foi determinada a internação dele por seis meses em unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), informou o g1.
O g1 registrou ainda que Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin foram alvo de outras acusações de estupro.
O que acontece agora?
Não há confirmação sobre eventual recurso das defesas. A indenização de 40 salários mínimos deverá ser paga de forma solidária pelos quatro condenados, e eles permanecem presos.



