Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Economia e seu dinheiro

CNI estima alta de 6,2% nos preços com fim da escala 6×1 e queda de 0,7% do PIB

Segundo o Metrópoles, a Confederação Nacional da Indústria projeta custo de até R$ 267,2 bilhões para as empresas após aprovação da PEC no Senado.

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Resumo rápido

  • CNI projeta alta média de 6,2% nos preços ao consumidor com jornada de 40 horas e salários mantidos
  • Custo de produção subiria até R$ 267,2 bilhões e o PIB cairia 0,7%, o equivalente a R$ 76,9 bilhões
  • Entidade pede que o Congresso reabra a discussão; os números são estimativas da própria CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que o fim da escala 6×1 trará demissões, aumento de preços e perdas para a economia. A entidade fez a crítica depois que o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, segundo o Metrópoles.

A PEC reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e acaba com a escala 6×1. A CNI classificou a medida como altamente preocupante e afirma que ela “causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país”.

Quais são os números da CNI?

Em levantamento recente, a entidade parte de uma jornada de 40 horas com salários mantidos. Nesse cenário, a CNI projeta:

Leia também: Damares Alves diz que votará pelo fim da escala 6×1, mas vê ganho eleitoral para Lula · MEI: Câmara aprova limite de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com perdão de dívidas

  • aumento de até R$ 267,2 bilhões nos custos de produção;
  • queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 76,9 bilhões;
  • alta média de 6,2% nos preços ao consumidor;
  • alta de 5,7% nas compras de supermercado;
  • alta média de 6% nos produtos industrializados, podendo chegar a 6,6% em roupas e calçados.

São estimativas da própria CNI. Os dados divulgados não trazem projeção de quantos empregos poderiam ser perdidos.

Vídeo do Trendou Fim da escala 6x1 aprovado no Senado: quando começa a valer? · Inscreva-se no canal

O que muda no bolso do consumidor?

Pelo raciocínio da CNI, com os salários mantidos e menos horas trabalhadas, o custo de produção sobe e as empresas repassam parte da conta à população. Entre os exemplos citados pela entidade estão as compras de supermercado, roupas e calçados.

Por que a indústria critica a mudança?

A CNI afirma que o país já enfrenta baixa produtividade e perda de competitividade das empresas no mercado internacional. Para a entidade, a carga tributária pesada e os juros altos agravam o quadro econômico.

A confederação também aponta insegurança jurídica. Em nota, diz que a indústria terá de fazer “uma série de adaptações em suas escalas” e reorganizar o processo produtivo.

A CNI criticou ainda o momento da votação, em pleno período eleitoral, e disse que o avanço da proposta é um “grave retrocesso” para o desenvolvimento socioeconômico. O presidente da entidade, Ricardo Alban, lamentou que a votação tenha sido feita “sem mais debates com a sociedade brasileira”. Para ele, os impactos “não foram devidamente mensurados”.

O que dizem outras entidades e o governo?

Segundo o Metrópoles, a Fiesp, federação das indústrias de São Paulo, também criticou o fim da escala 6×1, e a indústria da construção civil defende um período de transição. O presidente Lula comemorou a aprovação no Senado, de acordo com o veículo. Nas informações disponíveis, o governo não responde aos números da CNI.

O que a CNI pede agora?

A entidade quer que o Congresso reabra a discussão. Alban afirmou acreditar que o Congresso Nacional “possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”.

Fontes consultadas

Metrópoles — CNI prevê demissões, inflação e perdas econômicas com o fim da escala 6 x 1

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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