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MEI: Câmara aprova limite de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, com perdão de dívidas

Projeto aprovado por 461 votos a 4 também libera um segundo empregado; perdão custa cerca de R$ 3 bilhões em três anos, segundo o Executivo, e texto vai ao Senado

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Resumo rápido

  • O teto do MEI, de R$ 81 mil desde 2016, sobe para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
  • MEIs na Dívida Ativa da União até 13/10 têm a dívida perdoada se pagarem em dia por seis meses.
  • O texto ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionado; em 2026 o limite não muda.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (14), por 461 votos a 4, o projeto que eleva o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI). O teto anual, de R$ 81 mil desde 2016, passa a R$ 110 mil em 2027 e a R$ 140 mil em 2028. O texto ainda perdoa dívidas de MEIs com a União e permite contratar dois empregados. A proposta segue para o Senado.

A versão votada foi preparada pelo relator, o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), e junta dois projetos de lei complementar enviados pelo Poder Executivo: o PLP 186/2026, do novo limite, e o PLP 267/2026, apresentado na terça (13), com o perdão das dívidas.

Qual será o novo limite do MEI?

A mudança é escalonada, segundo a Agência Câmara:

Leia também: Dívida do MEI: o que muda com o perdão anunciado e como negociar já · Pix MEI de até R$ 5 mil dará prioridade a mulheres e exigirá projeto de negócio

  • 2026: continua o teto atual de R$ 81 mil por ano (R$ 6.750 por mês);
  • 2027: R$ 110 mil por ano;
  • 2028: R$ 140 mil por ano.

Para quem abrir o MEI no meio do ano, o limite é proporcional aos meses de atividade: R$ 9.166,67 mensais em 2027 e R$ 11.666,67 mensais em 2028.

“Hoje o MEI às vezes dispensa um contrato para não extrapolar a faixa”, disse o relator em plenário, ao defender a correção.

Quem tem a dívida perdoada?

O projeto dá remissão integral dos débitos de MEIs inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. A Agência Câmara fala em quase 3 milhões de microempreendedores beneficiados; segundo dados do Executivo citados pelo relator, mais de 3 milhões têm débitos com baixa chance de recuperação, parte deles desde a pandemia.

O perdão tem condições:

Plenário da Câmara dos Deputados com a Mesa Diretora e deputados
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão de votação (foto de arquivo, 06/02/2025) Foto: Lula Marques/Agência Brasil
  • o microempreendedor precisa pagar em dia as contribuições que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei, sob pena de perder o benefício;
  • quem tiver ação judicial sobre a dívida precisa desistir dela, sem pagar honorários advocatícios pela extinção do processo.

Quanto custa o perdão das dívidas?

O Poder Executivo estima um impacto orçamentário de R$ 1,1 bilhão em 2027, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029, na recuperação de créditos da União. Somados, são cerca de R$ 3 bilhões em três anos.

O relator defendeu a medida como forma de recolocar os pequenos negócios em atividade. “Esta Casa já dispensou dívida de tanta gente, principalmente dos grandes. Para perdoar a dívida dos pequenos, todo mundo vem reclamar”, afirmou Rubens Pereira Júnior, segundo a Agência Câmara.

O MEI vai poder ter dois funcionários?

Sim. Hoje a lei permite só um empregado. Pelo texto, o MEI poderá contratar até dois, desde que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria. Segundo a Agência Câmara, a contratação vale para atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural.

O relator citou como exemplo a microempreendedora que contrata uma funcionária e não consegue substituí-la durante a licença-maternidade.

E o Simples Nacional?

O reajuste dos valores do Simples Nacional, regime de tributação das micro e pequenas empresas, ficou para depois. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o tema deve ser votado até o fim do ano e que o MEI andou antes porque havia acordo com o governo e porque o Simples tem impacto maior no Orçamento, ainda sem previsão de recursos. A discussão segue na comissão especial presidida pela deputada Any Ortiz (PP-RS), com relatoria do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC).

Quando a mudança começa a valer?

Ainda não vale. Por ser projeto de lei complementar, o texto precisa ser aprovado pelo Senado e depois sancionado. Se os senadores mudarem o conteúdo, ele volta para a Câmara. Até lá, o limite do MEI continua em R$ 81 mil por ano.

Fontes consultadas

Agência Câmara — Câmara aprova novo limite de enquadramento para microempreendedor individual e inclui perdão de dívidas Agência Câmara — Relator defende perdão a dívidas de microempreendedores individuais Agência Câmara — Motta diz que reajuste para o Simples Nacional será votado até o fim do ano

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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