O ex-senador Rodrigo Pacheco voltou a ser cotado para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. De acordo com a coluna, o movimento veio depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apoiou Lula na aprovação do fim da escala 6×1, na quarta-feira (14).
A coluna ouviu interlocutores de Lula e de Alcolumbre. Até agora, não há confirmação oficial de que Pacheco será indicado.
O que mudou entre Lula e Alcolumbre?
Em abril, o Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no STF aberta com a saída de Barroso. Messias era o preferido de Lula. Segundo a Folha, Alcolumbre, contrariado, liderou a votação que derrotou o indicado.
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Depois do estremecimento, os dois retomaram a relação política e firmaram uma aliança. O objetivo principal neste momento, de acordo com o jornal, é derrotar Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e reeleger Lula.
A Folha também diz que Alcolumbre ajuda a acelerar a tramitação da PEC da Segurança. Segundo a coluna, a indicação de Pacheco faz parte do novo pacote político desenhado pelos dois.
Por que Pacheco voltou a ser citado?
Segundo a coluna, Lula deixou Pacheco de lado no primeiro semestre por preferir Messias. Pacheco acabou indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU), e a vaga no STF continua sem ocupante.
Pelo relato da Folha, se Lula perder para Flávio Bolsonaro, deve indicar Pacheco para impedir que o novo presidente escolha um nome de direita para a cadeira. Interlocutores de Alcolumbre e de Lula disseram que seria uma forma de “salvar” a vaga. Segundo a coluna, Pacheco seria o único nome com apoios sólidos no Senado mesmo em caso de derrota de Lula. Ele já presidiu a Casa.
A coluna afirma que o bolsonarismo, com uma bancada atual de cerca de 30 parlamentares, não teria hoje votos para barrar a indicação de Pacheco.
Quantas vagas podem abrir no STF?
Se for reeleito, Lula poderá indicar quatro ministros, segundo a Folha. Além da vaga atual, a coluna lista outras três saídas previstas:
- Luiz Fux, que se aposenta em abril de 2028;
- Cármen Lúcia, que se retira no ano seguinte;
- Gilmar Mendes, que chega à aposentadoria compulsória em dezembro de 2030.
Aliados de Lula e de Alcolumbre disseram à coluna que o presidente negociaria a ordem das indicações. Pacheco poderia ficar na frente, desde que a vaga seguinte fosse de Messias e as demais fossem ocupadas por duas mulheres.
O que ainda não está claro?
A coluna não traz manifestação de Lula, Alcolumbre ou Pacheco sobre a possível indicação, e não há anúncio oficial. Por enquanto, a vaga no STF segue sem ocupante.



