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Morre maestro Roberto Tibiriçá aos 72 anos; velório no Theatro Municipal

Com 40 anos de carreira, Tibiriçá comandou a OSB e orquestras de Minas e do Paraná. Ele tratava um câncer; o enterro será neste domingo (4), às 13h.

Resumo rápido

  • Roberto Tibiriçá morreu aos 72 anos, na sexta-feira (2); tratava um câncer havia dois anos
  • Velório aberto ao público no Theatro Municipal de SP neste sábado (3), das 18h às 22h, e domingo (4), das 8h às 12h
  • Sepultamento no Cemitério São Paulo, na zona oeste, neste domingo, às 13h

O maestro Roberto Tibiriçá morreu aos 72 anos, na sexta-feira (2). Ele tratava um câncer havia dois anos e é apontado pela Folha de S.Paulo como um dos nomes mais importantes da música erudita brasileira contemporânea.

A morte foi divulgada pelo Theatro Municipal de São Paulo, que sedia o velório. Em nota, a instituição disse que “lamenta profundamente a morte do maestro” e se solidarizou com familiares, amigos, colegas de profissão, músicos e alunos.

Quando e onde será o velório

A cerimônia é aberta ao público, com este roteiro:

Leia também: Morre Ronaldo de Carvalho, que levou a Drogaria São Paulo a gigante do varejo, aos 82 anos

  • Sábado (3): das 18h às 22h, no Salão Nobre do Theatro Municipal
  • Domingo (4): das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos
  • Sepultamento: domingo, às 13h, no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital

Quem era Roberto Tibiriçá

Nascido em São Paulo, Tibiriçá começou no piano aos 8 anos. Estudou com Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti e acompanhou a pianista Guiomar Novaes em seus últimos anos de vida.

Com o tempo, o interesse pela regência se impôs. Ele contava que “queria mais som” e passou a estudar por conta própria.

No início dos anos 1980, conheceu o maestro Eleazar de Carvalho no Festival de Inverno de Campos do Jordão. Os dois trabalharam juntos por 18 anos, e Tibiriçá foi seu assistente na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Com uma carta de recomendação de Eleazar, estudou em Nova York com Lukas Foss e conheceu Zubin Mehta, então diretor da Filarmônica de Nova York. Mehta lhe disse o que um maestro deve ter em mente: “seja humilde, tenha muita paciência e pergunte sempre”.

Quatro décadas à frente de orquestras

Em 1994, Tibiriçá chegou à Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) como diretor adjunto. Um ano depois, assumiu como diretor artístico e regente titular. Segundo ele, encontrou um grupo “muito desfalcado”, em que os músicos ganhavam o equivalente a 200 dólares por mês.

Interior do Theatro Municipal de São Paulo
Interior do Theatro Municipal de São Paulo (imagem ilustrativa) Foto: Wilfredor, via Wikimedia Commons (CC0)

Na OSB, regeu a Sinfonia nº 2 de Mahler para mais de 100 mil pessoas, na Enseada de Botafogo, no Rio, pelo projeto Aquarius. No período, também foram apresentadas as estreias brasileiras das óperas The Rape of Lucretia e Sonho de uma Noite de Verão, de Britten.

Em 2000, passou a atuar na Orquestra Petrobrás Pró-Música, depois rebatizada Petrobras Sinfônica, que enfrentava incertezas de financiamento. Durante sua passagem, a orquestra se consolidou na cena musical do Rio de Janeiro, com programação que destacava solistas brasileiros e estrangeiros. Tibiriçá disse que era criticado por reger tantos solistas, mas que o plano era atrair grandes músicos para dar mais visibilidade ao grupo.

Em quatro décadas de carreira, ele comandou ainda a Osesp, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Paraná. No exterior, esteve à frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, segundo a Folha.

Gravações e formação de jovens músicos

Desde 1974, Tibiriçá atuava como diretor artístico em gravadoras. Na RGE/Fermata, foi responsável pelo início dos registros comerciais de música clássica em gravadoras brasileiras. Entre seus projetos estiveram os últimos discos de Guiomar Novaes, dedicado à música brasileira, e de Magda Tagliaferro. Também regeu Pedro e o Lobo, de Prokofiev, com a cantora Rita Lee como narradora.

Nos anos 2000, foi diretor artístico do Instituto Baccarelli, que hoje administra o Theatro Municipal. Nesse período, contribuiu para a consolidação da Orquestra Sinfônica Heliópolis e para a formação de jovens músicos.

O velório prossegue neste domingo (4), das 8h às 12h, e o enterro está marcado para as 13h, no Cemitério São Paulo.

Fontes consultadas

CONCERTO Folha de S.Paulo — Morre Roberto Tibiriçá, maestro e referência na música erudita, aos 72 anos

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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