Quem vai embarcar em cruzeiros a partir de Santos, no litoral paulista, deve conferir a caderneta de vacinação contra o sarampo antes da viagem. O pedido é da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), em alerta dirigido a passageiros e tripulantes da temporada 2026/2027.
O Porto de Santos abre a temporada em 30 de outubro e prevê a circulação de cerca de 832 mil pessoas. Segundo o governo paulista, o vírus ainda circula no mundo e o trânsito intenso de viajantes de várias nacionalidades pode facilitar a transmissão.
Quais doses a secretaria recomenda?
De acordo com a SES-SP, o esquema de vacinação é este:
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- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses.
- De 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com pelo menos 30 dias entre uma e outra.
- De 30 a 59 anos: ao menos uma dose comprovada.
- Profissionais de saúde: duas doses comprovadas, em qualquer idade.
Bebês com menos de um ano, pessoas a partir de 60 anos e quem tem imunossupressão (defesa do organismo reduzida) precisam passar por avaliação caso a caso. A vacina tríplice viral não deve ser aplicada em gestantes, em bebês com menos de seis meses e em algumas situações de imunossupressão, informou a secretaria.

Para quem é a dose zero?
A dose zero é voltada a crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo ou Santo André. A vigilância epidemiológica também pode recomendá-la em ações de bloqueio, depois de contato com um caso suspeito ou confirmado.
Ela não substitui as doses dos 12 e dos 15 meses.
O que fazer antes, durante e depois do cruzeiro?
Quem estiver com febre e manchas vermelhas pelo corpo, principalmente se houver tosse, coriza ou conjuntivite, deve adiar a viagem e buscar atendimento médico.

No navio, a secretaria indica lavar as mãos com frequência, com água e sabão ou álcool em gel, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, não dividir copos, talheres e alimentos e manter os ambientes limpos e ventilados. Se surgirem sintomas a bordo, o passageiro deve avisar logo a equipe de saúde do navio.
Depois do desembarque, a atenção aos sintomas vai até 30 dias. Diante de suspeita de sarampo, o viajante deve procurar um serviço de saúde e relatar que esteve em cruzeiro. Sempre que possível, a unidade deve ser avisada antes da chegada, para organizar o atendimento e reduzir o risco de contágio.
Como está a cobertura vacinal em SP?
Segundo o governo paulista, a cobertura contra o sarampo no estado subiu entre abril e agosto de 2026. A primeira dose passou de 86,56% para 96,29%, e a segunda, de 72,72% para 83,81%.
A primeira data a observar é 30 de outubro, quando os primeiros embarques da temporada acontecem no Porto de Santos.



