Policiais militares encontraram o corpo da professora Luciana Menta, de 54 anos, na noite de quinta-feira (22), em Faxinal dos Guedes, no Oeste catarinense. O caso foi registrado como feminicídio. O suspeito, preso em flagrante, confessou aos militares que asfixiou a professora durante uma discussão.
Segundo o g1, a família relatou à polícia que Luciana não tinha buscado a filha na escola, faltou ao trabalho e não atendia às ligações. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h de quinta-feira.
Como a polícia chegou ao suspeito
Os policiais analisaram as câmeras de segurança do prédio onde a vítima morava. As imagens registraram a entrada e a saída do suspeito do condomínio. Em um trecho, ele aparece carregando uma sacola volumosa em que, segundo o g1, estaria o corpo de Luciana, e coloca o volume dentro de um carro. O título da reportagem do ND Mais fala em mala.
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Com base nas gravações, o homem foi localizado em casa. Ao ser questionado, disse ter segurado a professora pelo pescoço até asfixiá-la. Também admitiu ter retirado o corpo do apartamento e dirigido até um trecho de mata da Linha São Roque, localidade do interior do município.
Os policiais foram ao ponto indicado e encontraram o corpo. A prisão em flagrante foi pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O veículo usado foi apreendido para perícia, e o celular do suspeito foi recolhido.
O que ainda não se sabe
A polícia não divulgou o nome do suspeito, e a relação dele com a professora não foi revelada. O g1 procurou a Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (23) e, até a última atualização da reportagem, aguardava retorno.
Quantos feminicídios o estado registra em 2026
- 2025, de 1º de janeiro a 23 de outubro: 38 mortes motivadas por gênero
- 2026, no mesmo período: 44 casos, incluindo o de Luciana
- Variação: alta de 15,79%, segundo o g1
A Prefeitura de Faxinal dos Guedes, município de 11 mil habitantes, confirmou a identidade da vítima. Em nota, a administração municipal afirmou que a partida da servidora deixa tristeza entre familiares, amigos, colegas de profissão e alunos.
A Polícia Civil ainda não informou ao g1 o andamento do caso nem os próximos passos do inquérito.



