O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi espancado e roubado em Santos, no litoral paulista, e morreu na segunda-feira (26). A polícia apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento, e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) diz que sete pessoas ao todo são suspeitas: cinco adolescentes e dois adultos.
O velório acontece nesta quarta-feira (28), das 9h às 13h, no Cemitério Santana, conhecido como Chora Menino, no Imirim, zona norte da capital. O sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério Congonhas, no Jardim Marajoara, zona sul.
Como foi a agressão
Segundo a SSP-SP, Marcelo deixou o grupo de amigos por volta das 3h da madrugada de sábado (24) para usar o banheiro, perto do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro), na Avenida Conselheiro Nébias. Ele participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi encontrado inconsciente.
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De acordo com a pasta, homens em grupo o abordaram, o espancaram e levaram o celular e outros pertences. Câmeras de segurança registraram o engenheiro sendo cercado.
Na terça-feira (27), o portal g1 mostrou imagens de uma live feita pelos próprios agressores. Nelas, um dos suspeitos exige o celular e ameaça Marcelo. Em seguida, ele recebe um soco, cai e é roubado.
O que aconteceu no hospital
Marcelo foi levado à Santa Casa de Santos e depois transferido para o Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ficou em coma induzido e morreu na tarde de segunda-feira (26). Segundo o g1, a família autorizou a doação dos órgãos.
O que a polícia já fez no caso
A apuração está com o 4º Distrito Policial de Santos. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra os dois adolescentes, que foram apreendidos. Os outros cinco suspeitos foram identificados, mas não há informação nas apurações divulgadas sobre mandados ou prisões contra eles.
O caso foi registrado de início como roubo com lesão corporal grave. Com a morte, passou a ser investigado como latrocínio. Todos são apenas suspeitos e não foram condenados.
A polícia também tenta esclarecer como o ataque aconteceu e qual foi o papel de cada envolvido.
O que disse a Unifesp
Em nota, a universidade lamentou a morte do estudante de pós-graduação e cobrou a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. A Unifesp informou que acompanha o caso e dá apoio à família.
As investigações seguem em andamento no 4º Distrito Policial de Santos.



