Pelo menos nove pessoas morreram em um suposto bombardeio militar da Venezuela contra o ELN (Exército de Libertação Nacional), segundo a ONG venezuelana Fundaredes. A organização e uma ativista de direitos humanos relataram o episódio à agência AFP neste sábado (31).
De acordo com a Fundaredes, a ação atingiu uma zona rural de mata no estado de Apure, no sudoeste da Venezuela, na fronteira com a Colômbia. Os relatos divulgados até agora não trazem confirmação de autoridades sobre o ataque.
O que mostra o vídeo
A ONG repassou à AFP um vídeo gravado no local. Nas imagens, há corpos pelo chão, troncos derrubados e destroços que lembram um acampamento.
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O diretor da entidade, Javier Tarazona, afirmou que um coordenador da organização esteve no local e viu os primeiros nove mortos. Para Tarazona, esse é o primeiro bombardeio da Venezuela contra o ELN. A avaliação é dele, e as fontes não trazem verificação independente.
Quem é o ELN
O grupo foi criado em 1964, com inspiração na revolução cubana e na teologia da libertação. Segundo a AFP, é a guerrilha em atividade mais forte do continente desde que a maior parte das Farc foi desarmada, em 2016.
O que a ONG cobra
A Fundaredes defende uma investigação transparente, a identificação dos mortos e a proteção da população civil da região. Em comunicado, a entidade disse que acompanha há anos a situação na fronteira:
“Temos documentado e denunciado, ao longo de anos, a presença e a atuação de grupos armados irregulares na fronteira venezuelana, bem como as ameaças, o controle territorial e a vulnerabilidade das comunidades”
O que ainda não se sabe
Todo o relato conhecido até agora vem da ONG e de uma ativista. Não há confirmação oficial do ataque, do número de mortos nem da identidade das vítimas, e o governo venezuelano não aparece nas informações divulgadas.
Também não foi informado se havia civis entre os mortos.



