Uma operação policial de sete dias na Flórida terminou com 281 prisões, e 17 dos detidos trabalhavam em parques temáticos da região de Orlando. Treze eram funcionários da Disney e quatro da Universal Studios.
A ação mirou suspeitos de buscar encontros sexuais com menores, de pagar por sexo e de participar de tráfico de pessoas. Segundo a InfoMoney, os resultados foram divulgados na sexta-feira (30). O Globo cita a entrevista coletiva em que o xerife Grady Judd, do Condado de Polk, apresentou detalhes no sábado.
Como a polícia chegou aos suspeitos?
De acordo com os investigadores ouvidos pelo O Globo, os suspeitos procuravam vítimas pela internet e foram atraídos para encontros com policiais que se passavam por crianças ou adolescentes. A InfoMoney, citando a emissora NBC, informa que 32 prisões ocorreram na parte da operação voltada a quem tentava ter relações com menores, e outras 249 em ações sobre prostituição e tráfico de pessoas.
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No total, a polícia registrou 488 acusações criminais. Dessas, 198 são crimes graves pela lei americana.
A presença de funcionários dos parques chamou a atenção dos investigadores pela possibilidade de contato frequente com crianças e adolescentes. Segundo a autoridade responsável, sete dos 17 são suspeitos de crimes ligados à exploração sexual infantil. Todos os detidos são suspeitos, e nenhuma condenação foi informada.
Quais casos a polícia detalhou?
- Um funcionário da Disney foi preso quando foi ao encontro de um suposto menino de 13 anos, combinado pela internet. Do outro lado, havia um detetive disfarçado. Segundo O Globo, o uniforme de trabalho dele estava no carro.
- Outro suspeito disse já ter interpretado o Mickey Mouse. Com ele, a polícia achou duas mochilas cheias de fraldas, que, segundo os policiais, tinham relação com práticas sexuais que o próprio homem descreveu.
- O treinador do Davenport Titans, time infantil de futebol americano, foi preso ao tentar se encontrar com uma suposta garota de 14 anos. Ele cuidava de crianças de 11 a 14 anos no time.
- Também foram presos um militar da Marinha dos EUA em serviço ativo e um policial ligado ao condado de Orange.
O que disseram Disney e Universal?
A polícia local afirmou que as duas empresas colaboraram com a apuração. A Disney informou às autoridades que desligou os funcionários envolvidos.
Sobre a Universal, as fontes divergem. O Globo diz que, segundo a polícia, a empresa também demitiu os suspeitos. A InfoMoney afirma que as autoridades não esclareceram por completo a situação contratual dos trabalhadores da Universal.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, comentou o caso em entrevista à Fox News, citada pelo O Globo. Ele disse que os presos achavam que encontrariam uma vítima e, em vez disso, “encontraram algemas”.
Armas, drogas e possíveis vítimas
Entre os presos, 24 portavam armas, segundo as autoridades, e 32 respondem por posse de drogas como cocaína, metanfetamina e fentanil. Nove já estavam em liberdade condicional por crimes anteriores.
A polícia também localizou 11 pessoas apontadas como possíveis vítimas de tráfico humano. Equipes de assistência social deram atendimento a elas.
E os imigrantes sem situação regular?
Trinta e dois presos foram identificados como imigrantes sem situação migratória regular, de nove países, entre eles Cuba, Venezuela, México e Haiti. A InfoMoney informa que 16 foram entregues ao serviço de imigração e alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês). O Globo diz que pelo menos metade já foi transferida para prisões do órgão.



