A manutenção do Sistema Guandu terminou na noite de terça-feira (3), antes do previsto, mas a água ainda não voltou às torneiras do Rio e da Baixada Fluminense. A Cedae informou que religar a produção depende de as concessionárias de distribuição sinalizarem que podem receber a água tratada.
A paralisação começou às 4h de terça, e a previsão era de retomada gradativa a partir das 4h desta quarta-feira (4). Segundo a Cedae, os serviços foram encerrados às 23h30 de terça, mas a produção seguia parada no início da manhã. “Entretanto, a produção de água só será retomada quando as concessionárias estiverem prontas para receber a água tratada”, disse a companhia, de acordo com O Globo.
Quais cidades estão sem água?
Oito cidades são afetadas: o município do Rio, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. O Sistema Guandu abastece cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana.
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A distribuição fica com três concessionárias. No Rio, a Águas do Rio atende o Centro e as zonas Norte e Sul. A Rio+Saneamento, responsável por 24 bairros da Zona Oeste, informou que suas intervenções na rede já foram concluídas. A Iguá comunicou às 22h38 de terça que também havia terminado os serviços. Segundo O Globo, a Águas do Rio ainda não tinha dado retorno.
Quando a água deve voltar?
A Cedae diz que a normalização é gradual e pode levar até 72 horas. O prazo conta a partir da retomada da produção, e não do fim da manutenção.

Imóveis em regiões mais altas e em pontas de rede devem esperar mais, segundo as fontes consultadas. A Águas do Rio também prevê demora maior onde houver ocorrências durante a recuperação do sistema.
O que fazer enquanto a água não volta?
- Reservar água e usá-la apenas em atividades essenciais, orienta a Águas do Rio.
- Adiar lavagem de carros e calçadas e outras tarefas de alto consumo, recomenda a Cedae.
- Para tirar dúvidas, ligar para a Águas do Rio no 0800 195 0 195, ligação gratuita, ou mandar mensagem pelo WhatsApp. O atendimento funciona 24 horas por dia.
Os caminhões-pipa serão priorizados para hospitais e unidades de urgência e emergência, segundo a Águas do Rio.
A Águas do Rio informou que aproveitaria a paralisação para mais de 100 intervenções na capital e na Baixada, entre elas a instalação de três macromedidores, equipamentos que funcionam como grandes hidrômetros para tubulações de grande porte. Já a Cedae mobilizou 500 funcionários em mais de 100 frentes de trabalho no Guandu.
A diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva, afirmou que “a manutenção preventiva aumenta a garantia de que o sistema chegue ao verão em plenas condições operacionais”.
O próximo passo é a Cedae confirmar a retomada da produção. Só a partir daí começam as 72 horas previstas para a normalização, com mais demora nas áreas altas.



