As famílias de baixa renda selecionadas para o Gás do Povo recebem um novo lote de vales na terça-feira, 10 de novembro. O benefício dá direito a trocar um botijão de 13 kg vazio por um cheio, sem pagar pela recarga, em revendas credenciadas pela Caixa.
O programa não deposita dinheiro na conta. O que a família recebe é um vale digital, que só funciona na hora da troca. Veja quem entra, quantas recargas cada família tem por ano e o passo a passo.
Quem tem direito ao Gás do Povo?
Não existe inscrição específica: a seleção é automática e mensal, feita a partir do Cadastro Único e sujeita ao orçamento disponível. Os requisitos são:
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- estar no CadÚnico com dados atualizados nos últimos 24 meses;
- renda de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 810,50 em 2026);
- CPF do responsável familiar regular na Receita Federal;
- não estar em averiguação cadastral.
Famílias do Bolsa Família com duas ou mais pessoas têm prioridade e podem acumular os dois benefícios.
Qual a renda máxima por tamanho da família?
Com o salário mínimo de R$ 1.621, o teto de renda familiar fica assim:
- 2 pessoas: até R$ 1.621
- 3 pessoas: até R$ 2.431,50
- 4 pessoas: até R$ 3.242
- 5 pessoas: até R$ 4.052,50
- 6 pessoas: até R$ 4.863
Quantos botijões a família recebe por ano?
Os vales saem todo dia 10, mas cada família não recebe todo mês. A frequência depende do número de moradores:
- 2 ou 3 pessoas: até 4 recargas por ano, uma a cada três meses;
- 4 pessoas ou mais: até 6 recargas por ano, uma a cada dois meses.
O vale não se acumula. Se não for usado dentro do prazo, aparece como “expirado” no aplicativo e um novo é gerado no ciclo seguinte, segundo a Secom. A família só sai do programa se deixar de cumprir algum requisito.
Como retirar o botijão, passo a passo
- Consulte se há vale disponível no aplicativo Meu Social – Gás do Povo, no Portal Cidadão da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0207.
- No próprio app, escolha uma revenda credenciada perto de casa.
- Leve o botijão vazio e um documento de identificação.
- Na hora de pagar, use uma das três formas aceitas: cartão do Bolsa Família com chip, cartão de débito da Caixa ou o CPF do responsável na maquininha, com o código enviado por SMS ao celular cadastrado na Caixa.
Se o município não tiver revenda credenciada, a orientação é procurar a mais próxima.
A revenda pode cobrar alguma coisa?
Pela recarga, não. A revenda só pode cobrar a entrega em casa, se a família pedir, e o vasilhame, para quem não tem botijão. O valor pago às revendas segue um preço de referência por estado, definido pelos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda com base em dados da ANP.
Para ter uma ideia da economia: na pesquisa da ANP da semana de 27 de setembro a 3 de outubro, o botijão de 13 kg custava em média R$ 114,88 no país, segundo o Jornal do Brasil. Uma família de quatro pessoas que usa as seis recargas deixa de gastar cerca de R$ 689 por ano.
Não recebi o vale. O que fazer?
- Confira se o CadÚnico foi atualizado nos últimos dois anos, no Cras do seu município;
- verifique se o CPF do responsável está regular na Receita;
- tire dúvidas no Disque Social 121, ligação gratuita, com atendimento humano de segunda a sexta, das 7h às 19h.
Inconsistências entre o CadÚnico e outras bases do governo podem levar à exclusão automática, alerta a Secom.
Próximo passo
A partir de terça (10), quem foi selecionado já pode consultar o vale no Meu Social e fazer a troca. Como os vales costumam sair todo dia 10, o ciclo seguinte deve ser liberado em 10 de dezembro.



