Três ministros do governo Lula e o presidente do BNDES se afastaram dos cargos na reta final do primeiro turno, realizado neste domingo (4), para reforçar a campanha do presidente. Segundo o R7 e a CNN Brasil, são José Guimarães (Relações Institucionais), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Aloizio Mercadante (BNDES).
Os afastamentos noticiados tratam apenas do primeiro turno. Não há confirmação de novas licenças para uma eventual segunda etapa da eleição.
Quem se afastou e por quanto tempo
- José Guimarães (Relações Institucionais): licenciou-se na quarta-feira (30) até sexta-feira (2). Participou da agenda de Lula no Ceará e atuou na disputa estadual.
- Guilherme Boulos (Secretaria-Geral): licenciou-se para se dedicar à campanha, principalmente em São Paulo. O período do afastamento não foi informado.
- Alexandre Silveira (Minas e Energia): está de férias desde 24 de setembro, com retorno previsto para sexta-feira (2).
- Aloizio Mercadante (BNDES): tirou dez dias de férias a partir de segunda-feira (28).
Quem assume os cargos
Na Secretaria de Relações Institucionais, o secretário-executivo Marcelo Costa assumiu automaticamente. Costa é diplomata de carreira e já havia comandado a pasta de forma interina entre a saída de Gleisi Hoffmann e a posse de Guimarães, de acordo com o R7.
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Na Secretaria-Geral da Presidência, o secretário-executivo Josué Rocha ficou à frente do órgão durante a ausência de Boulos.
O que fizeram na campanha
Boulos percorreu regiões de São Paulo em uma van, estimulando carreatas e caravanas, sobretudo na periferia da capital, segundo as reportagens. Guimarães trabalhou pela candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), que tem Ciro Gomes (PSDB) como principal adversário. “Eleger o Elmano no 1º turno é aumentar a diferença do Lula no 1º turno”, disse o ministro ao SBT News.

Mercadante atuou como consultor político e econômico de Lula, na preparação de propostas e discursos. Segundo o R7, a saída dos quatro põe em prática uma estratégia discutida pelo primeiro escalão na semana anterior à licença de Guimarães.
Por que a campanha quis os ministros
De acordo com o SBT News, a equipe de Lula queria terminar o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Planalto, pela maior margem possível. A meta era repetir ao menos os cinco pontos de vantagem de 2022, quando Lula liderou a primeira etapa sobre Jair Bolsonaro (PL) e a diferença caiu para menos de dois pontos no segundo turno.
A campanha também demonstrava preocupação com o que especialistas chamam de “antipetismo de chegada”: votos que migram para o candidato da direita nas últimas horas e que as pesquisas não captam. Esse movimento poderia levar Flávio a liderar o primeiro turno, resultado que, segundo a coluna, seria difícil de reverter na etapa seguinte.



