O Senado que toma posse em 1º de fevereiro de 2027 terá 40 caras novas entre as 54 cadeiras disputadas no domingo (4). Só 14 dos 32 senadores que pediram mais um mandato foram reeleitos, segundo levantamento da Agência Senado. Os outros 18 perderam, e entre eles estão nomes conhecidos da política nacional, como Renan Calheiros (MDB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI).
A taxa de renovação ficou em 74% das vagas em jogo. É alta, mas menor que a de 2018, a última eleição que também trocou dois terços do Senado: naquela vez, 32 senadores tentaram a reeleição e apenas 8 conseguiram, e 46 das 54 cadeiras mudaram de dono (85,19%).
Quem se reelegeu senador em 2026?
A lista da Agência Senado, em ordem alfabética, tem 14 nomes:
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- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Cid Gomes (PSB-CE)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Lucas Barreto (PSD-AP)
- Marcelo Castro (MDB-PI)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Parte da renovação já estava contratada antes da apuração. Dos ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 nem eram candidatos, e outros 9 concorreram a outros cargos ou entraram na eleição como suplentes.
Quais senadores perderam a reeleição?
Os números finais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram derrotas de peso em vários estados:
- Renan Calheiros (MDB-AL): ficou em 3º lugar em Alagoas, com 731.045 votos (22,24%). As vagas foram para Arthur Lira (PP), com 28,87%, e Marina JHC (PSDB), com 28,20%.
- Ciro Nogueira (PP-PI): terminou em 3º no Piauí, com 904.961 votos (24,68%), atrás de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
- Randolfe Rodrigues (PT-AP): teve 163.857 votos (18,55%) no Amapá e também ficou em 3º. Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) foram eleitos.
- Soraya Thronicke (PSB-MS): recebeu 340.788 votos (13,07%) e ficou em 4º em Mato Grosso do Sul, onde o PL elegeu Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.
- Leila Barros (PDT-DF): somou 686.340 votos (21,25%) no Distrito Federal e ficou atrás de Michelle Bolsonaro (29,05%) e Bia Kicis (27,44%), ambas do PL.
- Weverton Rocha (PDT-MA): teve 15,21% no Maranhão, onde venceram Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).
Nenhuma das senadoras que disputavam um novo mandato se reelegeu, de acordo com a Agência Senado. Além de Soraya e Leila, deixam a bancada feminina em 2027 Eliziane Gama, Mara Gabrilli, Dra. Eudócia, Daniella Ribeiro, Roberta Acioly e Ivete da Silveira.

Como fica a bancada feminina?
Mesmo com essas saídas, a eleição bateu um recorde: 12 mulheres foram eleitas para o Senado, o maior número em um único pleito desde a redemocratização. O recorde anterior era de 2002, com 8 eleitas. A bancada deve passar de 15 para 18 senadoras em 2027, o equivalente a 22,2% das 81 cadeiras.
O Distrito Federal foi o primeiro a mandar duas mulheres ao Senado num mesmo pleito, e Rayssa Furlan será a primeira senadora eleita pelo Amapá. Com isso, só o Piauí segue sem nunca ter eleito uma senadora.
Qual partido terá a maior bancada?
O PL elegeu 19 senadores, o maior número conquistado por um único partido em uma eleição desde a Constituição de 1988, e deve começar 2027 com 28 cadeiras. PT (9) e MDB (8) vêm a seguir na projeção da Agência Senado. O PSD foi quem mais encolheu: deve cair para 5 senadores. A projeção ainda pode mudar com trocas de partido e nomeações para ministérios até fevereiro.
O que muda nas cadeiras que não estavam em disputa?
As outras 27 vagas, conquistadas em 2022, vão até janeiro de 2031, mas algumas também trocam de ocupante. Eleitos governadores no 1º turno, Sergio Moro (PL), no Paraná, e Cleitinho (Republicanos), em Minas, deixarão as cadeiras para os suplentes. Três senadores ainda disputam o 2º turno para governo em 25 de outubro: Alan Rick, no Acre, Omar Aziz, no Amazonas, e Professora Dorinha Seabra, no Tocantins. Se vencerem, o mesmo acontece.
Quando os novos senadores assumem?
Os 54 eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e cumprem mandato de oito anos, até 31 de janeiro de 2035. O tamanho final de cada bancada só fica definido nessa data, depois das trocas de partido e da posse de suplentes. Antes disso, em 25 de outubro, o 2º turno decide a Presidência e o governo de seis estados e do Distrito Federal.



