O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que os relatórios de observadores internacionais apontaram transparência e normalidade no 1º turno das eleições. Segundo ele, no período observado não foram constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito brasileiro.
De acordo com Nunes Marques, os observadores disseram ter tido acesso às informações necessárias durante a missão e conhecido o sistema eleitoral do país. Eles registraram que o sistema goza da confiança de instituições da sociedade civil, de órgãos governamentais e de partidos políticos que se reuniram com os integrantes da missão.
O ministro acrescentou que, até o momento, os observadores não informaram ter identificado incidentes graves nem ocorrências ligadas às urnas eletrônicas, à identificação dos eleitores ou ao transporte. “Recebemos estes registros com satisfação e os entendemos também como uma demonstração da importância da observação eleitoral e do diálogo entre instituições democráticas”, disse.
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Quanto caíram as denúncias sobre integridade do processo
Nunes Marques afirmou que houve redução expressiva no número de denúncias sobre a integridade do processo eleitoral e a possível supressão do voto, na comparação com 2022. Os dados são do Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral.
- 2022: 18.487 denúncias, entre 1º de agosto e a véspera da votação;
- 2026: 2.604 denúncias, no mesmo período;
- redução: de aproximadamente 86% no volume de registros.
O ministro ressalvou que os números tratam exclusivamente de conteúdos relacionados à integridade do processo eleitoral ou que possam contribuir para a supressão do voto. Ele também disse que a queda é significativa e merece reconhecimento, mas não significa que se deva baixar a guarda.
“A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente”, afirmou.
O que mais ocorreu no dia da votação
Ao fazer o balanço do 1º turno, Nunes Marques citou dados compilados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo esses dados, a ocorrência mais frequente da eleição foi, até o momento, a boca de urna.
O presidente do TSE disse ainda que o tribunal manteve atenção ao clima em todo o país, em conjunto com os órgãos responsáveis, para acompanhar possíveis efeitos sobre a votação, a apuração e a logística da eleição.



