Cerca de 20 casas ficaram sem telhado em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba (SP), depois que uma microexplosão atmosférica atingiu a cidade na tarde de sábado (7). A Defesa Civil informou que ninguém se feriu.
No Rio de Janeiro, o mesmo sistema de chuva derrubou torres de alta tensão da Enel e alagou bairros. A frente fria responsável pelos estragos segue em movimento, e a previsão é de novos temporais neste domingo (8).
O que aconteceu em São Paulo
Na microexplosão, uma corrente de ar muito forte despenca de uma tempestade e se espalha em várias direções ao chegar ao chão. O fenômeno é localizado e dura pouco, mas pode arrancar telhados e derrubar árvores. Em Cachoeira Paulista, houve as duas coisas, além de interrupção de energia.
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Ao longo do sábado, a Defesa Civil estadual enviou 72 alertas de chuva aos celulares, por SMS e Cell Broadcast. O estado segue em alerta laranja para temporais. Entre as rajadas medidas:
- 126,7 km/h em uma cidade do Vale do Paraíba;
- 118 km/h em Penápolis;
- 96,1 km/h em Piracicaba;
- 80 km/h no Vale do Ribeira.
Campinas teve 36 ocorrências
Em Campinas, a Defesa Civil contou 30 quedas de árvores, uma queda de muro, dois alagamentos em vias públicas e três em imóveis. O maior volume de chuva foi no Parque Oziel: 48 milímetros. Em Viracopos, a rajada chegou a 84,7 km/h, às 15h50, e o aeroporto recebeu voos desviados de outros terminais.
Por volta das 16h, uma árvore caiu sobre o carro do motorista de aplicativo Alexandre Candido, na Rua Flavio Luís Ramos Fontes Cabral, no Parque das Universidades, perto do campus 1 da PUC-Campinas. Segundo ele, o carro estava em movimento, e a árvore atingiu a frente do veículo. Candido disse que não se feriu e que não levava passageiro. O para-brisa e o teto ficaram destruídos.
Houve alagamento na Avenida Heitor Penteado, na altura do Kartódromo da Lagoa do Taquaral, com bloqueio de acesso, e no cruzamento das ruas Álvaro Miller e Barata Ribeiro.
A CPFL informou que os danos à rede vieram principalmente da queda de árvores de grande porte e de objetos lançados sobre a fiação. “Em alguns trechos, os danos foram extensos e será necessário reconstruir estruturas que foram destruídas”, afirmou a empresa em nota.
O que aconteceu no Rio de Janeiro
Segundo a Enel Rio, chuva intensa, vento forte e raios derrubaram torres de alta tensão. Vídeo obtido pela CNN Brasil mostra a destruição de torres da linha de distribuição Magé-Alcântara, na região de São Gonçalo. A linha fornece energia ao sistema de captação de água que abastece a Região Metropolitana. A concessionária disse que técnicos trabalham para recuperar a linha e normalizar o fornecimento.
A Defesa Civil estadual emitiu um “alerta extremo” no início da tarde. Na capital, o vento passou de 80 km/h, e várias estações registraram rajadas entre 16h e 17h. De acordo com o Sistema Alerta Rio, choveu mais na Barra da Tijuca, em Jacarepaguá, no Mendanha e na Grota Funda, na Zona Sudoeste.
Na Região dos Lagos, parte de uma casa desabou em Arraial do Cabo e por pouco não atingiu a dona do imóvel. Em vídeo, ela disse: “Perdi tudo! Consegui salvar meus filhos. Eu tô toda machucada.” Em Cabo Frio, a chuva e a ventania destruíram quiosques da Praia da Forte. As barracas de um evento de artesanato na orla também foram atingidas, e o evento foi cancelado.
Até quando deve chover
Para este domingo, a previsão em São Paulo é de pancadas moderadas e, em pontos isolados, fortes, com raios e rajadas de vento, principalmente nas regiões leste, norte e central.
A Climatempo afirma que a frente fria tem características atípicas para novembro. O ar polar deve avançar pelo interior, chegando ao Centro-Oeste e a áreas do Norte. O contraste com o ar quente e úmido favorece nuvens muito carregadas, com risco de vento forte e granizo. A previsão é de temporais até segunda-feira (9).



