Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Motorista é indiciado por homicídio doloso após atropelar tio de Boulos

Dentista de 80 anos morreu três dias após ser atropelado em discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em São Paulo. O motorista depôs e foi liberado.

Resumo rápido

  • Carlos Boulos, tio do ministro Guilherme Boulos, morreu nesta terça-feira (6), três dias após ser atropelado na 23 de Maio.
  • O motorista foi indiciado por homicídio doloso, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado, sem prisão em flagrante.
  • A defesa diz que ele tentou deixar o local por se sentir ameaçado e nega intenção de matar.

O dentista Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, morreu na madrugada desta terça-feira (6) no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele estava internado desde a noite de sábado (3), quando foi atropelado durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, no Centro da capital.

O motorista do carro foi indiciado por homicídio doloso, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado. Não houve prisão em flagrante.

Como foi o atropelamento

De acordo com informações de testemunhas repassadas à SSP, o desentendimento começou depois que os veículos dos dois homens se chocaram. Carlos dirigia uma caminhonete e desceu para falar com o outro motorista, que estava atrás.

Segundo a polícia, o motorista teria avançado deliberadamente com o carro contra Carlos, que caiu, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves. A SSP informou que o condutor deixou o local sem prestar socorro. Em um primeiro momento, a pasta chegou a dizer que ele estava foragido e era procurado.

Uma pessoa que estava logo atrás dos veículos filmou o atropelamento, e duas outras testemunhas acompanharam a cena. As imagens permitiram identificar a placa do carro.

Por que o caso mudou de classificação

Até a morte, o caso era tratado como tentativa de homicídio. Segundo o Metrópoles, o irmão de Carlos e pai do ministro, Marcos Boulos, comunicou o óbito à polícia, e a natureza do caso passou a ser homicídio consumado. A investigação está a cargo do 5º Distrito Policial, na Aclimação.

A assessoria do ministro Guilherme Boulos disse ao Metrópoles que não tinha informações sobre o assunto.

O que diz a defesa do motorista

O advogado Natan Tolintino afirma que o cliente saiu do local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa e o filho, que estavam no carro. Segundo ele, Carlos teria se aproximado nervoso e gesticulando, o que assustou a família.

A defesa sustenta que o motorista não teve intenção de atingir o outro condutor e que, nas palavras do advogado, “essa versão encontra apoio nos depoimentos dos familiares”.

“O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar”

A declaração é de Tolintino, que também diz que a dinâmica do caso deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos da investigação.

Quem era Carlos Boulos

Carlos era cirurgião-dentista, especialista em periodontia, com mais de 54 anos de experiência, segundo o Metrópoles. Obteve o registro profissional em 1972 e, desde 2019, tinha o título remido, condição que isenta o profissional de anuidades futuras e mantém seus direitos de atuação.

Segundo a SSP, a autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário. A pasta não informou prazo.

Fontes consultadas

G1 — Morre tio de Guilherme Boulos após ser atropelado em discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, em SP Terra — Motorista que atropelou tio de Boulos é liberado após prestar depoimento em SP Metrópoles — Veja momento em que tio de Boulos é atropelado após discussão de trânsito Metrópoles — Quem foi Carlos Boulos, tio do ministro de Lula, morto após atropelamento

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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