Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Brasil e política

Moraes manda prender Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes do ex-deputado

Pena de 4 anos e 2 meses por coação no curso do processo passa a ser executada; ex-deputado vive nos Estados Unidos desde 2025, segundo o g1.

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Resumo rápido

  • Moraes determinou o início da pena de 4 anos e 2 meses de Eduardo Bolsonaro, em regime inicial semiaberto, e mandou expedir mandado de prisão
  • Todos os passaportes brasileiros em nome do ex-deputado foram cancelados; ele vive nos EUA desde 2025, segundo o g1
  • Segundo a decisão de Moraes, a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, sem novos recursos no prazo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro: 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto. Ele também mandou expedir mandado de prisão e cancelar todos os passaportes brasileiros em nome do ex-parlamentar.

A condenação é por coação no curso do processo. Segundo o g1, Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025 e a decisão foi assinada na quarta-feira (7). O UOL, que publicou a notícia nesta quinta-feira (8), informa que Moraes determinou o cumprimento da pena “hoje”.

O que muda na prática?

O mandado de prisão será destinado à Polícia Federal e incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Moraes também mandou expedir a guia de recolhimento e abrir o procedimento de execução penal.

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Com o cancelamento, os passaportes ficam sem efeito. As reportagens não detalham como a prisão será cumprida, já que o ex-deputado está fora do país.

Ministro Alexandre de Moraes fala no plenário da Primeira Turma do STF, em Brasília
Ministro Alexandre de Moraes fala no plenário da Primeira Turma do STF, em Brasília (foto de arquivo, 25/02/2026) Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A decisão traz outras medidas:

  • suspensão dos direitos políticos de Eduardo enquanto durarem os efeitos da condenação criminal;
  • comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
  • aviso ao diretor-geral da Polícia Federal para providências sobre a perda do cargo de escrivão da corporação, efeito previsto na condenação;
  • envio da documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para cobrança da multa, fixada em 50 dias-multa, com cada dia valendo dois salários mínimos.

Por que a pena começa agora?

Segundo a decisão, o processo transitou em julgado em 3 de outubro. Na prática, não cabem mais recursos e a condenação se tornou definitiva. A Secretaria Judiciária do STF certificou o fato em 5 de outubro.

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo por unanimidade em junho. Em setembro, o colegiado rejeitou, também por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa, tipo de recurso usado para pedir esclarecimentos sobre uma decisão. O acórdão foi publicado em 22 de setembro.

O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Na nova decisão, Moraes registra que não houve outros recursos dentro do prazo.

Por que Eduardo foi condenado?

A PGR sustentou que Eduardo agiu a partir dos Estados Unidos para incentivar retaliações contra o Brasil e contra integrantes do Judiciário. Segundo a acusação, a meta era impedir a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação da trama golpista.

Ministro Alexandre de Moraes, em imagem de arquivo como presidente do TSE
Ministro Alexandre de Moraes, em imagem de arquivo como presidente do TSE (imagem ilustrativa) Foto: Palácio do Planalto, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

De acordo com a condenação, Eduardo usou o cargo de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, como ministros do STF e o procurador-geral da República. O objetivo, segundo a decisão, era constranger essas autoridades e dificultar o julgamento do pai.

O STF afirmou que documentos, registros digitais e manifestações públicas comprovaram autoria e materialidade do crime. O acórdão também considerou que incentivar sanções para influenciar decisões judiciais configurou grave ameaça.

O que diz a defesa?

A Defensoria Pública da União (DPU), que atua na defesa de Eduardo, pediu a absolvição. Entre os argumentos, sustentou que as manifestações estavam protegidas pela liberdade de expressão. A Primeira Turma condenou o ex-deputado mesmo assim, e a DPU recorreu com os embargos de declaração, rejeitados em setembro.

As reportagens não trazem manifestação da defesa sobre o mandado de prisão. A próxima etapa é o recebimento do mandado pela Polícia Federal e o andamento da execução penal aberta no STF.

Fontes consultadas

g1 — Moraes determina início da pena de Eduardo Bolsonaro e manda cancelar passaportes UOL — Moraes manda expedir mandado de prisão de Eduardo e cancelar passaportes

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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