Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Brasil e política

Embarque por reconhecimento facial: plano deve sair até meados de novembro

Política do Ministério de Portos e Aeroportos prevê biometria facial em aeroportos, portos e hidrovias. Fornecedores pressionam por outras tecnologias, e não há data de início confirmada.

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Resumo rápido

  • Política Nacional de Identificação Biométrica, criada em agosto, prevê embarque por reconhecimento facial em aeroportos, portos e hidrovias
  • Comitê técnico precisa apresentar o plano de implementação até meados de novembro
  • Fornecedores pressionam para incluir íris, palma da mão e impressão digital; não há data de início confirmada

O embarque por reconhecimento facial deve chegar a todos os aeroportos, portos e hidrovias do país. A previsão consta da Política Nacional de Identificação Biométrica, criada em agosto pelo Ministério de Portos e Aeroportos, segundo o blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Até meados de novembro, um comitê técnico precisa apresentar o plano de implementação da política.

Quando a biometria facial começa a valer?

Não há data confirmada para o início do embarque por reconhecimento facial. O único prazo conhecido até agora é o do plano de implementação, previsto para meados de novembro.

Leia também: STF mantém em 10% a reserva de cargos comissionados para servidores efetivos do MP do Amazonas · Inmet emite aviso de tempestade com grau Perigo para o Sul nesta quinta-feira (8)

Movimentação de passageiros no Aeroporto de Brasília durante operações de embarque e desembarque
Movimentação de passageiros no Aeroporto de Brasília durante operações de embarque e desembarque (foto de arquivo, 17/03/2026) Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Quais tecnologias estão em disputa?

Segundo a coluna, nos bastidores um grupo de fornecedores, entre eles Pacer, Positivo e Grupo GTI, pressiona para que a política inclua outras tecnologias. Entre elas estão a leitura de íris, da palma da mão e da impressão digital.

De acordo com o blog, a mudança exigiria criar, do zero, uma nova base biométrica nacional. A coluna não registra posicionamento das empresas citadas.

O que o setor diz sobre dados e redes?

Na terça-feira (6), Eduardo Nerger, diretor da Abranet, participou de um painel sobre o aeroporto do futuro na Futurecom 2026. Ele afirmou que a conectividade deixou de ser um diferencial e virou infraestrutura crítica nos aeroportos.

Porto de Paranaguá, próximo a manguezal na área da Grande Reserva da Mata Atlântica
Porto de Paranaguá, próximo a manguezal na área da Grande Reserva da Mata Atlântica (foto de arquivo, 18/05/2026) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Hoje, sem internet, não se faz o check-in e uma série de automações existentes dentro do aeroporto”, disse.

Nerger também tratou do uso de biometria, sensores e inteligência artificial. Para ele, integrar diferentes bases pode ampliar a capacidade de análise, mas exige atuação coordenada entre órgãos como Anatel e ANPD. “O desafio é atualizar nossas regulamentações e as atribuições de cada agência”, afirmou.

O que vem a seguir?

O comitê técnico tem até meados de novembro para entregar o plano de implementação da política.

Fontes consultadas

O GLOBO — A biometria facial nos portos e aeroportos vem aí, mas... ConvergenciaDigital — Aeroporto do futuro exige redes mais seguras e resilientes

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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