Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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IPCA de setembro sobe 0,82% e inflação em 12 meses chega a 4,58%

Fim do bônus de Itaipu pesou na conta de luz; em 12 meses, o índice ficou acima do teto da meta de 4,5%, segundo o IBGE.

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Resumo rápido

  • IPCA subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto; a mediana do mercado era de alta de 0,76%
  • Em 12 meses, a inflação foi a 4,58%, acima do teto da meta de 4,5%; no ano, o acumulado é de 3,95%
  • Conta de luz subiu 7,98% com o fim do bônus de Itaipu; tomate teve alta de 37,76%

A inflação oficial do país subiu 0,82% em setembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta sexta-feira (9). Em 12 meses, o IPCA chegou a 4,58%, acima do teto da meta do Banco Central, de 4,5%.

O resultado veio acima do esperado. A mediana das projeções coletadas pela Bloomberg apontava alta de 0,76%, e a pesquisa da Reuters, de 0,73%. Em setembro de 2025, a inflação havia sido de 0,48%. No acumulado de 2026, o IPCA soma 3,95%.

Por que a inflação voltou a subir

Em agosto, o índice tinha recuado 0,32%, puxado pelo bônus de Itaipu, um desconto temporário na conta de luz. Com o fim desse crédito nas faturas, a energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro. Foi o maior impacto individual do mês, de 0,32 ponto percentual.

Leia também: JAC Motors pede segunda recuperação judicial com dívida de R$ 239,5 mi

A bandeira tarifária amarela continuou em vigor e acrescenta R$ 1,885 à conta a cada 100 kWh consumidos. Houve também reajustes regionais. Em Belém, a tarifa subiu 6,63%; em São Luís, 5,42%; e em Vitória, 6,89%. Em Rio Branco e em Fortaleza, as tarifas caíram 5,20% e 6,65%.

Todos os nove grupos pesquisados tiveram alta. Habitação liderou, com 2,31%. Transportes subiu 0,89%, e Alimentação e bebidas, 0,83%.

Imagem de arquivo ilustra o IPCA, índice oficial de inflação
Imagem de arquivo ilustra o IPCA, índice oficial de inflação (imagem ilustrativa) Foto: GiovanniPen, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que ficou mais caro no supermercado

A alimentação voltou a subir depois de três meses de queda. Dentro de casa, o grupo avançou 0,96%. Segundo o IBGE, as altas de destaque foram:

  • tomate: 37,76%;
  • batata-inglesa: 24,07%;
  • cebola: 10,14%;
  • arroz: 4,56%;
  • carnes: 0,63%.

Ficaram mais baratos o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%). A alimentação fora de casa acelerou de 0,36% para 0,48%.

E passagens, combustíveis e os demais grupos?

As passagens aéreas subiram 9,66%. Os combustíveis avançaram 1,41%, com etanol (3,16%), diesel (1,69%) e gasolina (1,21%). Vestuário subiu 0,71%, Comunicação, 0,64%, e Educação, 0,04%.

Em quais cidades a inflação foi maior?

Vitória teve a maior alta entre as regiões pesquisadas, de 1,08%, com energia elétrica 10,85% mais cara e tomate 43,19%. Goiânia (1,07%) e Belo Horizonte (1,05%) vieram em seguida. Em Brasília, o índice subiu 0,89%.

A menor variação foi em Rio Branco, de 0,53%. Lá, as passagens aéreas caíram 14,13% e os ovos de galinha, 7,40%.

IBGE lança unidade do Projeto Casa Brasil no Palácio da Fazenda, no centro do Rio de Janeiro
IBGE lança unidade do Projeto Casa Brasil no Palácio da Fazenda, no centro do Rio de Janeiro (foto de arquivo, 29/05/2024) Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O que as projeções dizem sobre os próximos meses

Antes da divulgação, o Itaú previa alta de 0,79% e atribuía a aceleração às tarifas de energia. Para o Bradesco, a pressão viria dos alimentos e de algum avanço nos núcleos de inflação.

O boletim Focus, do Banco Central, divulgado na segunda-feira (5), projeta IPCA de 5,01% em 12 meses até dezembro de 2026, pela mediana do mercado. O intervalo de tolerância da meta vai de 1,5% a 4,5%, com centro em 3%. A meta só é considerada descumprida quando o índice fica fora desse intervalo por seis meses seguidos de divulgação.

Economistas acompanham o El Niño, fenômeno climático que altera a distribuição das chuvas. Segundo a Folha de S.Paulo, ele pode encarecer alimentos e energia caso prejudique as lavouras.

A taxa Selic está em 13,75% desde setembro. Analistas veem espaço para ao menos mais um corte de 0,25 ponto percentual neste ano, o que levaria os juros a 13,5%.

A próxima etapa é a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 3 e 4 de novembro, que define o patamar da Selic.

Fontes consultadas

Folha de S.Paulo — IPCA volta a subir e tem inflação de 0,82% em setembro, acima das projeções InfoMoney — IPCA, força de IA no exterior e queda do petróleo são destaques desta sexta Poder360 — Inflação sobe 0,82% em setembro; em 12 meses, vai a 4,58% InfoMoney — IPCA: inflação sobe 0,82% em setembro, acima do esperado

Produzida pela Redação Trendou com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Política editorial · Pedir correção

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