A Azul abriu uma investigação interna sobre a decolagem de um Embraer E195-E2 no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo o Estadão, o avião usou boa parte da pista antes de sair do chão, na tarde do domingo (11).
De acordo com a reportagem, a aeronave sobrevoou em baixa altitude o EMAS, sistema instalado no fim da pista. O voo AD4797, que ia para Belo Horizonte (MG), deveria, em condições normais, ter deixado o solo antes de alcançar esse trecho.
O que é o sistema EMAS?
EMAS é a sigla de Engineered Materials Arresting System. Trata-se de uma área de escape de 70 metros de comprimento por 45 metros de largura, numa das cabeceiras de Congonhas. Está em funcionamento desde 2022.

A estrutura usa blocos de concreto projetados para se deformar e frear aeronaves que ultrapassem o limite da pista em uma emergência. Segundo o Estadão, Congonhas foi o primeiro aeroporto latino-americano a adotar a tecnologia, usual nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.
O que diz a Azul?
Em nota, a companhia afirmou que opera conforme normas de segurança nacionais e internacionais, que define como seu valor primordial. A reportagem não traz detalhes sobre as causas do episódio nem sobre o andamento da apuração.

Houve risco para os passageiros?
O Estadão não informa se houve risco concreto a quem estava a bordo, se o avião chegou a tocar o EMAS ou se houve algum dano. A reportagem também não menciona atraso ou mudança de rota do voo.
Tampouco consta se órgãos de fiscalização da aviação foram acionados.
Quando sai o resultado da apuração?
Não há prazo divulgado para a conclusão da investigação interna. Até o momento, não há posição oficial sobre se a decolagem seguiu os procedimentos previstos para a pista de Congonhas.



