Eleitores escolhem neste domingo (4) dois senadores por estado e pelo Distrito Federal. Serão 54 parlamentares eleitos para mandatos de oito anos, que se juntarão aos 27 escolhidos em 2022. A renovação atinge dois terços das 81 cadeiras do Senado.
Cada eleitor vota em dois candidatos para o Senado, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A disputa chega aberta em 24 estados e no DF, com pesquisas de intenção de voto indicando corrida acirrada entre nomes ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Onde a disputa está mais acirrada
No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece isolada na primeira posição, com 31%, segundo a Quaest. A senadora Leila do Vôlei (PDT), aliada de Lula, tem 27%. Em seguida vêm a deputada federal Bia Kicis (PL), com 24%, e a deputada federal Erika Kokay (PT), com 17%.
Em São Paulo, a última pesquisa Quaest mostra quatro candidatos próximos na disputa pelas duas vagas:
- Guilherme Derrite (PP): 25%
- André do Prado (PL): 23%
- Marina Silva (Rede): 22%
- Simone Tebet (PSB): 22%
Em Minas Gerais, o quadro também é indefinido:
- Domingos Sávio (PL): 22%
- Marília Campos (PT): 18%
- Carlos Viana (PSD): 18%
- Aécio Neves (PSDB): 17%
Em Santa Catarina, Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL) e Esperidião Amin (PP) estão tecnicamente empatados.
No Rio de Janeiro, o senador Carlos Portinho (PL) e o deputado federal Carlos Jordy (PL) aparecem no mesmo patamar da petista Benedita da Silva. Na Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, estão numericamente à frente dos adversários, com alguma folga.
Os levantamentos têm dificuldade para retratar a corrida pelo Senado, porque esse costuma ser um dos últimos votos definidos pelo eleitor.
Como o Senado pode mudar
O Estadão lançou uma ferramenta que projeta a futura bancada a partir das pesquisas mais recentes da Quaest em 26 unidades da Federação. Pela projeção, o PL passaria de 15 para até 25 senadores, e o PSD cairia de 14 para cinco. O PT manteria nove assentos. O PP subiria de sete para nove, e o MDB cairia de nove para oito. O União Brasil ganharia cinco cadeiras, indo até oito.
Mesmo com esse crescimento, o PL dependeria de aliados para aprovar parte das pautas do bolsonarismo. A maioria absoluta no Senado exige 41 votos. Para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das bandeiras do grupo, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços da Casa.
Quanto ganha um senador
Segundo O Globo, o subsídio bruto é de R$ 46.366,19 por mês, valor em vigor desde fevereiro de 2025. O senador recebe ainda uma ajuda de custo no início e outra no fim do mandato, cada uma equivalente a um salário total.
Há também a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), que soma R$ 15 mil mensais em verba indenizatória a um valor para transporte aéreo, calculado conforme o estado de origem do parlamentar.
Os senadores têm direito a apartamento funcional em Brasília. Quem não ocupa o imóvel pode receber R$ 5.500 por mês de auxílio-moradia.



