Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Eleições 2026

Governo estuda lista suja e restrição de crédito público a empresas por assédio eleitoral

Ministro do Trabalho disse que a restrição partiria do Banco Central; o MPT recebeu ao menos 1.140 denúncias nos últimos três dias, 3.080 desde o início da campanha.

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Resumo rápido

  • Governo estuda criar lista de empresas que cometerem assédio eleitoral e restringir o acesso delas a crédito público
  • MPT recebeu ao menos 1.140 denúncias em três dias; total desde o início da campanha é de 3.080
  • Há dois canais de denúncia: o do Ministério do Trabalho e o do Ministério Público do Trabalho

O governo federal estuda criar uma “lista suja” de empresas que cometerem assédio eleitoral e restringir o acesso delas a crédito público. A informação foi dada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), com a presença de representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Ministério da Justiça.

Segundo Marinho, a empresa que pressionar ou demitir funcionário por causa de opção política poderá sofrer sanções de restrição de crédito público. Ele disse que uma força-tarefa já foi criada para combater esse tipo de violação.

Como a restrição de crédito funcionaria?

De acordo com o ministro, a restrição partiria do Banco Central, que informaria a rede financeira do país sobre quem violar o princípio da livre escolha dos representantes. A medida ainda está em estudo. Prazo, critérios para entrar na lista e instrumento legal não constam das informações divulgadas até agora.

Leia também: Governo abre crédito de R$ 5,2 bilhões, e 90% vão para o BPC e a RMV · PF checa se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil; governo argentino e Marinho negam

A lista, segundo Marinho, também serviria para dar transparência. Ele afirmou que o objetivo é “ter uma lista que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”.

Urna eletrônica brasileira, usada nas votações no país
Urna eletrônica brasileira, usada nas votações no país (imagem ilustrativa) Foto: Vinicius Depizzol, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

“Se tiver mau empresário, terá a mão pesada do Estado. É isso que nós estamos anunciando aqui”, disse o ministro. Para ele, a discussão não passa por preferência partidária. “O trabalhador tem o direito democrático garantido na nossa Constituição de ter o direito à sua opção política”, afirmou.

Quantas denúncias já chegaram ao MPT?

O procurador regional do trabalho Maurício Coentro Pais de Mello informou que, nos últimos três dias, chegaram ao MPT ao menos 1.140 denúncias de assédio eleitoral. Desde o início da campanha, o total é de 3.080.

Para o procurador, os números indicam que “quase 30%” das denúncias ocorreram depois do processo eleitoral. “Isso é uma preocupação muito grande”, afirmou. Pelas cifras divulgadas, 1.140 sobre 3.080 equivalem a cerca de 37%, proporção maior que a citada por ele.

Marinho afirmou que esta eleição teve o maior volume de casos de assédio e violência eleitoral.

Urna eletrônica brasileira modelo UE2020
Urna eletrônica brasileira modelo UE2020 (imagem ilustrativa) Foto: TSE – Tribunal Superior Eleitoral, via Wikimedia Commons (CC0)

Quem está sendo atingido?

O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, disse que as vítimas incluem trabalhadores assalariados, autônomos que divulgam seu trabalho nas redes sociais e pequenos estabelecimentos comerciais ou propriedades que manifestaram posição política.

Ele afirmou que a resposta da Justiça do Trabalho será “dura e rápida”. Também alertou os empregadores: “o risco econômico que estão assumindo é muito grande”.

E as redes sociais?

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Adhemar Borges, disse que há registros de casos ligados ao trabalho com “chamamentos a boicotes e demissões”. Segundo ele, em crimes mais graves, como racismo, discriminação e violência contra a mulher, as plataformas devem retirar o conteúdo ilícito por iniciativa própria, sem esperar notificação.

Os usuários também podem notificar as plataformas para que removam o conteúdo no prazo fixado.

Como denunciar assédio eleitoral?

Marinho indicou dois canais para registrar casos:

  • o canal do Ministério do Trabalho e Emprego;
  • o canal do Ministério Público do Trabalho.

Fontes consultadas

Agência Brasil — Governo estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoral

Redação Trendou, a partir das fontes acima. Saiba como trabalhamos na Política editorial · Pedir correção

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