A Polícia Federal (PF) abriu inquérito neste domingo (4), dia do primeiro turno, para investigar broches com câmera escondida em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A suspeita é que os dispositivos fossem usados para gravar o voto de eleitores na urna eletrônica.
De acordo com a PF, os aparelhos foram apreendidos pela Polícia Civil. Eles estavam com um homem, que também teve o celular recolhido.
Como eram os broches
Os dispositivos imitavam broches e traziam na frente o número de um candidato. Atrás, um adesivo cobria uma câmera ligada a uma bateria. A polícia não informou qual número aparecia nos broches.
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Segundo o Valor Econômico, os broches seriam distribuídos a eleitores no município.
O que se sabe sobre o homem conduzido
O homem optou por permanecer em silêncio, informou a PF. Os broches e o celular dele passarão por perícia técnica criminal, etapa que dará sequência às investigações.
Filmar o voto é crime
A Lei das Eleições e a Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vetam a entrada na cabine com celular, óculos inteligentes, câmera, filmadora ou outro aparelho que possa registrar imagens. Segundo o TSE, a regra existe para proteger o sigilo do voto.
De acordo com o Valor Econômico, registrar imagens ou vídeos de dentro da cabine é crime e pode levar a até dois anos de prisão.
Também neste domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, comentou o uso de celular na cabine de votação. Em coletiva de imprensa, disse que se trata de uma intercorrência natural e que a Justiça Eleitoral deve adotar providências. Segundo ele, os mesários recebem treinamento para impedir a entrada de equipamentos eletrônicos. A fala não se referiu ao caso de Cabo Frio.
Balanço da PF sobre crimes eleitorais
Até as 15h10 deste domingo, a PF havia instaurado seis inquéritos policiais e lavrado 18 termos circunstanciados de ocorrência para apurar crimes eleitorais. Os registros vieram de 20 estados e do Distrito Federal.
- 129 pessoas conduzidas;
- R$ 789,8 mil em bens e valores apreendidos;
- R$ 383,6 mil desse total em espécie.
Entre as condutas mais investigadas estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, sobretudo a compra de votos. No caso de Cabo Frio, o próximo passo é a perícia nos broches e no celular apreendidos.



