O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), de 44 anos, chegou ao dia da votação como líder das pesquisas para o governo de Minas Gerais. No último Datafolha, divulgado no sábado (3), ele aparecia com 53% dos votos válidos, contra 21% de Patrus Ananias (PT). Na Quaest do mesmo dia, o placar era de 54% a 23%.
Os números apontam chance de vitória já no primeiro turno, que exige metade dos votos válidos mais um. As urnas fecharam às 17h deste domingo (4), e a apuração começa logo depois.
Quem é Cleitinho Azevedo
Cleiton Gontijo de Azevedo nasceu em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, em 15 de abril de 1982, segundo os dados do Senado. Antes do primeiro mandato, trabalhava com os pais no varejão da família e tentava a carreira de cantor, de acordo com a Rádio Itatiaia.
A projeção veio das redes sociais, com vídeos em que criticava políticos e fazia paródias. Quem o convenceu a transformar a audiência em candidatura foi o irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Novo), que governou Divinópolis até renunciar para disputar uma vaga de deputado federal. Outro irmão, Eduardo Azevedo (PL), é deputado estadual.
Qual é a carreira política dele
- 2016: conquista uma cadeira na Câmara de Divinópolis, com 3.023 votos (terceira maior votação local).
- 2018: chega à Assembleia Legislativa com 115.492 votos, quarto lugar entre os deputados estaduais mineiros.
- 2022: vence a eleição para o Senado com 41,52% dos votos (cerca de 4,2 milhões), superando Alexandre Silveira (PSD) e Marcelo Aro (PP).
- 2023: filia-se ao Republicanos, partido pelo qual disputa o governo, segundo o registro do Senado.
Na Assembleia Legislativa, ganhou o apelido de “fiscal do povo” por gravar vídeos em obras e repartições e por atacar regalias de políticos. Segundo a Itatiaia, ele devolveu cerca de R$ 3 milhões em verbas de gabinete aos cofres públicos.
O que Cleitinho defende
No Senado, ele também apoiou propostas costumeiramente associadas à esquerda. Em maio, subiu à tribuna com um quilo de carne na mão para defender o fim da escala 6×1 e também apoiou o Gás do Povo, programa do governo Lula. Questionado sobre isso, disse que não é aliado do presidente, e sim “do povo”.
Entre os projetos que apresentou estão:

- proibir a cobrança por serviço de energia elétrica que não foi prestado;
- impedir que a carteira de motorista seja recolhida por causa de dívida;
- vetar empréstimos do BNDES a países que devem ao Brasil;
- acabar com a taxa de licenciamento de veículos.
Ele também é crítico do Supremo Tribunal Federal. À Itatiaia, disse ter apoiado com sua assinatura cada pedido de impeachment contra integrantes do STF protocolado no Senado. Na disputa presidencial, manteve o apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
O que ele promete para Minas
Ao votar neste domingo, em uma escola estadual de Divinópolis, Cleitinho listou as primeiras medidas que pretende tomar se for eleito. Entre elas:
- regionalizar o atendimento de saúde;
- melhorar as estradas mineiras com parcerias público-privadas;
- negociar a dívida de Minas com a União, “independente de quem seja o presidente”;
- reduzir o custo de vida, com foco no IPVA e nas tarifas de água e luz.
Ele também tem apontado a renúncia fiscal como um dos principais problemas das contas do estado. “A minha obrigação agora é pacificar”, disse ao Estado de Minas, ao prometer governar inclusive para quem não votou nele. Segundo O Tempo, ele chegou à seção por volta de 12h45, quase três horas depois do horário previsto.
Quem está na chapa e quem são os adversários
Cleitinho concorre com o número 10, pela coligação Minas É do Povo (Republicanos e Podemos). O candidato a vice é Falcão, também do Republicanos, segundo os dados do TSE.
Os principais adversários são Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD) e Gabriel Azevedo (MDB). Os números de todos estão na lista de candidatos de Minas Gerais. Veja também a última pesquisa Datafolha e Quaest no estado.
O que acontece com a vaga dele no Senado
O mandato de Cleitinho como senador vai até 31 de janeiro de 2031, de acordo com os dados abertos do Senado. O primeiro suplente da chapa é Alex Diniz, e o segundo, Wander de Souza. Se ele vencer e tomar posse no governo, a cadeira passa ao suplente.
Quando sai o resultado em Minas
Os números aparecem à medida que as urnas são apuradas e podem ser acompanhados na página do resultado da eleição 2026 em Minas Gerais, que usa os dados oficiais do TSE. Se nenhum candidato passar de 50% dos votos válidos, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro. A posse do governador eleito está marcada para 6 de janeiro de 2027.



