Eleitores sem biometria cadastrada podem votar nas eleições de 2026 desde que a situação no Cadastro Eleitoral esteja regular. O primeiro turno será neste domingo (4).
O que o TSE confirmou antes do primeiro turno
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, participou neste sábado (3), em Brasília, de uma cerimônia que atestou a integridade e a autenticidade dos sistemas instalados nas urnas. Ele ficou na primeira fileira do auditório e não discursou.
A checagem serviu para verificar se os programas que recebem, processam e totalizam os resultados estão de acordo com as versões assinadas digitalmente e lacradas em setembro pela Justiça Eleitoral. Os procedimentos fazem parte do calendário eleitoral.
Na cerimônia, o TSE também emitiu a zerésima, documento que mostra que a urna não tem nenhum voto registrado na votação para presidente e vice-presidente. Assinaram o papel o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Júlio Valente, e observadores internacionais.
“E o que nós fizemos agora foi garantir que o que tem residindo no Tribunal Superior Eleitoral são precisamente os mesmos sistemas”, explicou Valente.
Como os sistemas foram lacrados
Cerca de um mês atrás, representantes de órgãos fiscalizadores, entre eles o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram o arquivo com os resumos digitais dos sistemas desenvolvidos e testados para a eleição. Segundo o TSE, esses documentos são identificações únicas que permitem atestar a autenticidade dos programas.
Depois da assinatura, as mídias foram lacradas e guardadas na sala cofre do tribunal, para evitar alterações. Essa etapa encerrou o desenvolvimento dos sistemas. Antes disso, o código-fonte das urnas ficou aberto por cerca de um ano.
O que é o teste de integridade
O teste de integridade existe desde 2002 e busca comprovar que o voto depositado na urna é o mesmo computado pelo sistema eletrônico.
A preparação começa na véspera da votação, com a escolha das urnas por representantes de partidos e de entidades fiscalizadoras, ou por sorteio feito pelas comissões dos tribunais regionais eleitorais (TREs). O TSE determina que todos os TREs façam a verificação.
As urnas selecionadas, que já estavam lacradas e preparadas, saem da seção de votação e vão para o local da auditoria. Ali, voluntários e representantes de partidos, federações e coligações simulam uma eleição em papel.
Ao longo do domingo, os responsáveis leem em voz alta e digitam na urna os votos escritos nos papéis, para conferir se o registro eletrônico corresponde ao original. O processo é gravado e acompanhado por auditores independentes. De acordo com a Folha de S.Paulo, nunca houve comprovação de fraude.
Próxima etapa
O primeiro turno ocorre neste domingo (4). Para vencer já nessa etapa, o candidato à Presidência precisa de mais de 50% dos votos válidos, que excluem brancos e nulos.
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